Publicidade
SÃO PAULO – O Ministério das Comunicações tentará manter os planos de banda larga e de inclusão digital, mesmo após o corte de cerca de 57% que sofreu em seu orçamento, afirmou nesta segunda-feira (28) o responsável pela pasta, Paulo Bernardo.
“Vamos trabalhar com o orçamento que foi dado. Com certeza, teremos que tirar alguma coisa, restringir, fazer adequações no orçamento. Mas considero isso normal, não tem como ser diferente”, disse o ministro, segundo a Agência Brasil.
O Ministério das Comunicações sofreu um corte de R$ 603,2 milhões em um orçamento total que estava em R$ 1,055 bilhão.
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
De acordo com ele, o orçamento da Telebrás, que gerencia o Plano Nacional de Banda Larga, foi liberado no ano passado e não foi atingido pelo corte do governo.
Evitar gastos
De acordo com Bernardo – que no governo anterior era o responsável pelo Ministério do Planejamento e, portanto, por anunciar corte de gastos -, na incerteza sobre o comportamento da receita, é melhor para o governo cortar excessos.
“É natural que, iniciando o ano, não temos ainda convicção de como vai se comportar a receita. Tem a inflação e o governo está tomando medidas que vão desaquecer a economia. Quando a receita perde ímpeto, temos receita menor. Acho natural que tenha a adoção dessas medidas”.