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SÃO PAULO – No último dia 24 de maio, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou um reajuste médio de 7,69% nas prestações das operadoras de planos de saúde, mas que pode chegar a 9,39% em alguns casos. Como os reajustes só entram em vigor na data de vencimento dos contratos, neste mês de junho apenas 16 operadoras foram autorizadas a praticar os reajustes, pois o último reajuste foi obtido em maio do ano passado. A lista das operadoras foi anunciada na sexta-feira passada pela ANS.
Reajustes variam entre 7,69% e 9,39%
No total, a ANS está autorizando o reajuste das mensalidades de 16 operadoras, sendo que os percentuais de reajuste de mensalidades variam entre 7,69% e 9,39%. A ANS também divulgou que estará anunciando novos reajustes nas próximas semanas. Para checar os percentuais de reajustes concedidos para as 16 operadoras, veja a lista abaixo:
- Percentual de 7,69%: oito das dezessete operadoras receberam reajuste de 7,69% dentre elas: Asl-Assistência A Saúde, Care Plus Medicina Assistencial, Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Valença, Plano Rio Saúde, Unimed Curitiba, Unimed de Feira de Santana, Unimed Divinopolis e Unimed Piraqueaçu e Vida Saudável.
- Percentual de 9,39%: as operadoras restantes receberam reajuste de 9,39% dentre elas: Amhpla Cooperativa de Assistência Médica, Assistência Médica São Paulo, Omint Assistencial Serviços de Saúde, Saps Saude Adm. de Planos de Saúde, Seisa Serviços Integrados de Saúde, Unimed São João Del Rei, Unimed Vitoria
e Vera Cruz.
Reajuste em linha com a inflação
O reajuste anunciado fica bem abaixo daquele reivindicado pelas operadoras de planos de saúde, que, buscando recompor as perdas dos últimos 12 meses, pediam um reajuste de 15% nos planos.
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Como a inflação acumulada nos primeiros quatro meses de 2002 está em cerca de 10%, as operadoras reclamam que os reajustes, além de não recompor suas perdas, também ficaram abaixo da inflação, o que implica perdas para as operadoras. Na opinião das operadoras, o reajuste concedido não reflete a evolução dos custos médicos, hospitalares e laboratoriais.
Na visão da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), que engloba quase metade dos usuários de planos no Brasil, cada operadora deve reagir de uma forma distinta. Em alguns casos, o reajuste de 7,56% pode ser mais do que suficiente para cobrir as perdas das operadoras, enquanto em outros ele não será suficiente. Exatamente por isto, a Abramge defendia um reajuste variável de acordo com a planilha de custos de cada operadora.