Publicidade
SÃO PAULO – No final da semana passada a Petrobras anunciou que estaria reajustando o preço do litro da gasolina para as refinarias em 12,09%. Em decorrência deste reajuste, a estatal estimou que o custo da gasolina nas bombas deveria subir em cerca de 9%. Apesar disto, em alguns postos o litrro da gasolina chegou a subir 18%.
Além de aumentar o litro da gasolina em mais de 9%, muitos postos acabaram antecipando o aumento, que deveria acontecer apenas na segunda-feira, dia 4, quando o litro da gasolina fosse reajustado para as refinarias. Desta forma, muitos motoristas foram surpreendidos ao perceberem que a gasolina estava mais cara já no final de semana.
ANP investiga abusos
As reclamações foram tantas, que levaram o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o embaixador Sebastião do Rego Barros, a afirmar no final da tarde desta terça-feira, dia 5, que a Agência pode voltar a intervir no mercado. Em agosto deste ano, a ANP interviu no mercado de gás depois das denúncias de que estariam ocorrendo práticas abusivas.
Apesar de reiterar que esta não é a intenção da ANP, Rego Barros afirmou que a Agência continua acompanhando os preços e caso sejam identificadas práticas abusivas nos reajustes, poderia intervir no mercado controlando os preços. Além disto, o embaixador lembrou que a ANP está averiguando as denúncias de que algumas distribuidoras de gás GLP estariam atrasando a distribuição na espera de que o reajuste nas refinarias entrasse em vigor. Ao contrário do que aconteceu com a gasolina, que subiu na segunda-feira, o gás GLP foi reajustado apenas na terça-feira.