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SÃO PAULO – Confirmando a expectativa do mercado, o Copom (Comitê de Política Monetária) voltou a reduzir a taxa básica da economia, a Selic, em sua reunião desta quarta-feira (19). Após o corte de meio ponto percentual, a taxa, que estava em 19,5% ao ano, caiu para 19% ao ano.
Mas o impacto no bolso do consumidor ainda deve ser pequeno, como sugerem os dados de estudo da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade). A razão para isso é simples: as taxas cobradas ao consumidor estão em patamares excessivamente elevados.
Impacto imediato é pequeno
Caso a redução de meio ponto seja integralmente repassada ao consumidor, a redução da taxa média mensal nas operações de crédito ao consumidor deve ser de apenas 4 pontos base. Assim, a taxa que se encontra em 7,61% ao mês baixaria para 7,57% ao mês. Redução semelhante é esperada na taxa média cobrada nas operações de empréstimo para empresas, que cairiam dos atuais 4,43% ao mês para 4,39% ao mês.
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As tabelas abaixo ilustram o impacto do corte anunciado nas várias modalidades de crédito ao consumo, assim como nas linhas de crédito para empresas.
| Operação | Taxa Atual (% am) | Novas taxas (% am) |
| Pessoa Física | ||
| Comércio | 6,12% | 6,08% |
| Cartão | 10,30% | 10,26% |
| Cheque Especial | 8,24% | 8,20% |
| CDC Bancos | 3,53% | 3,49% |
| Bancos Empréstimo Pessoal | 5,71% | 5,67% |
| Financeiras Empréstimo Pessoal | 11,74% | 11,70% |
| Empresas | ||
| Capital de Giro | 4,27% | 4,23% |
| Desconto de Duplicata | 3,81% | 3,77% |
| Desconto de Cheque | 4,01% | 3,97% |
| Conta Garantida | 5,63% | 5,59% |
Na tentativa de ilustrar melhor o impacto efetivo do corte no valor das prestações, a Anefac simulou o valor das prestações de vários tipos de financiamentos por prazos distintos. No caso de um financiamento de 30 dias no cartão de crédito, o corte deve permitir uma redução de R$ 0,40 para o consumidor.
Comprar financiado ainda é caro!
Apesar de afirmar que o impacto no bolso do consumidor é pequeno, a Anefac defende a decisão, visto que o corte deve diminuir a remuneração dos títulos públicos, incentivando os bancos a direcionarem mais recursos ao crédito. Por outro lado, a decisão tem um fator psicológico, na medida que trás maior otimismo ao consumidor, o que contribui para o aumento do consumo e, conseqüentemente, maior atividade da economia.
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Contudo, dado o pequeno impacto do corte nos custos dos financiamentos, a Anefac conclui sua nota lembrando que, para quem quer comprar, o momento ainda é de dar preferência às compras a vista, evitando, portanto, os financiamentos.