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SÃO PAULO – Se você mora de aluguel e estava pensando em procurar um imóvel mais barato para evitar o reajuste, pelo IGP-M, do seu contrato, provavelmente terá mais dificuldade para encontrar um imóvel mais barato, visto que em outubro os aluguéis registraram alta.
O aumento do preço dos imóveis seria reflexo de uma menor oferta de imóveis no mês de outubro. A constatação é da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC), que acredita que a menor oferta foi resultado do nervosismo que se instalou no mercado antes das eleições, no final de outubro.
Preços subiram 0,78%
Com base no levantamento da AABIC, o Índice Periódico de Valores Médios dos Aluguéis Residenciais (Ipevemar), que mede a evolução dos preços dos aluguéis em seis setores na cidade de São Paulo, registrou uma alta de 0,78% no mês de outubro.
Apesar do aumento do índice, nem todos os imóveis sofreram um aumento no preço do aluguel. Segundo informações do presidente da AABIC, José Roberto Graiche, o aluguel dos apartamentos de um e três quartos, assim como as casas de três dormitórios, teriam sofrido uma queda no mês passado. Em contrapartida, os imóveis maiores de quatro dormitórios registraram a maior elevação do no período, subindo 4,12%.
O reajuste dos preços dos aluguéis ainda ficou bastante abaixo da variação registrada pelo IGP-M, indexador usado para corrigir a maior parte dos contratos de locação. Enquanto o Ipevemar cresceu 0,78% em outubro, o IGP-M registrou alta de 3,87%.
Oferta caiu em outubro
O levantamento do Ipevemar se baseia em uma pesquisa com 3.262 imóveis. Em geral, a oferta de imóveis não tem registrado grandes flutuações durante o ano, variando em cerca de 5% para cima ou para baixo de um mês para outro. Entretanto, no mês de outubro a queda foi mais acentuada de 14%, com cerca de 40 mil imóveis colocados no mercado. Com isto a oferta de imóveis no mês passado ficou abaixo da média mensal registrada no ano.
Segundo Graiche, a expectativa é de que a oferta de imóveis aumente nos próximos meses, com alguns proprietários recolocando os imóveis no mercado, à medida que a situação político econômica do país ficar mais clara, com a divulgação, por exemplo, do ministério do próximo governo, ou propostas concretas de reformas.
A pesquisa abrange imóveis com aluguel de no máximo R$ 7mil, mas exclui os chamados imóveis globais, ou seja, aqueles mobiliados, semi-mobiliados e os que incluem, no valor do aluguel, os custos do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e condomínio.
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