Aluguéis perdem novamente da inflação em 2002

Aumento acumulado dos aluguéis novos foi de 5%, metade da inflação registrada pelo IPC-FIPE; IVL médio ficou em 39 dias sendo menor entre as casas (33 dias)

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SÃO PAULO – Pelo segundo ano consecutivo o reajuste médio dos aluguéis ficou bem abaixo da inflação. Em 2001 o valor dos aluguéis novos já havia registrado um aumento abaixo da inflação ao subir 4,5% frente a uma inflação que variou entre 7% e 10%, dependendo do índice de inflação usado.

A constatação foi feita com base nos dados da pesquisa mensal de Valores de Locação Residencial do Secovi (Sindicato de Habitação) e foram coletados junto a 155 empresas na capital paulista.

Menos da metade da inflação

Para aqueles que apostaram nos imóveis como alternativa de investimento, a divulgação de que o reajuste acumulado dos aluguéis em 2002 foi de apenas 5% certamente não foi bem recebida.

Apesar de terem registrado um aumento de 0,30% durante o mês de dezembro, a variação acumulada no ano de 2002 foi cerca de metade da variação medida pelo IPC-FIPE que em 2002 apontou alta nos preços de 9,92%.

É importante lembrar que o IPC-FIPE foi o índice que apontou a menor variação de preços no ano passado. Mesmo se tomarmos outros índices de inflação ao consumidor como o IPCA e o INPC, a variação dos preços no ano passado ficou entre 12% e 14%. A situação é ainda pior se tomarmos como base o IGP-M usado nos contratos de locação, já que os preços subiram 25,31% no ano passado com base no IGP-M. Como lembra Sergio Lembi, vice-presidente de Locação do Secovi-SP, os dados se referem a aluguéis novos e não incluem renovação de contratos.

Oferta permaneceu estável

De acordo com o levantamento, os imóveis com 1 ou 2 dormitórios tiveram aumento de 0,3%, enquanto os imóveis de 3 quartos tiveram seus aluguéis mantidos praticamente no mesmo nível em que se encontravam em novembro.

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Quase metade das empresas do setor afirmou que houve uma queda no número de imóveis alugados no mês de dezembro, tanto no segmento de casas quanto no de apartamentos. Por sua vez, cerca de um quarto destas empresas acredita que na verdade houve um aumento no número de locações, especialmente entre as casas. O aumento nos preços teria sido reflexo do fato de que oferta de imóveis no mercado permaneceu estável em dezembro.

Quando o assunto é garantia, a maioria absoluta dos contratos adota o fiador (60%), com o depósito caução e o seguro fiança, respondendo por, respectivamente, 33% e 7%.

IVL aponta 39 dias de espera

Com relação ao prazo médio de espera para que um imóvel seja alugado, o levantamento do Secovi apontou para um Índice de Velocidade de Locação (IVL)de 39 dias.

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O IVL mais alto ficou com as casas, que demoraram em média 33 dias para serem alugadas, sendo que neste grupo o melhor desempenho ficou com as casas de um dormitório, cujo IVL ficou em apenas 25 dias. Em contrapartida, o pior IVL ficou com as casas de mais de 4 dormitórios, cujo IVL ficou em 60 dias.

Finalmente, o IVL dos apartamentos ficou exatamente uma semana acima da média registrada no mês, em 46 dias, sendo que neste segmento o melhor IVL foi registrado entre as quitinetes (com 37 dias). Assim como no segmento de casas, o pior IVL ficou com os apartamentos maiores, de mais de 4 ou mais dormitórios, cujo IVL foi de 70 dias.