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SÃO PAULO – De acordo com Pesquisa da Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio), encomendada ao Instituto de Pesquisa Datafolha, o número de pessoas com alto poder aquisitivo que procuram por consórcio de imóveis tem crescido nos últimos anos.
Segundo o presidente nacional da associação, Rodolfo Montosa, a parcela de consumidores de alta renda equivale a 26% dos consorciados do país. Em cidades como Campinas e Brasília o percentual de clientes nas classes A e B já corresponde a 47% e 51%, respectivamente. O motivo seria o alto poder de barganha que este tipo de financiamento proporciona, já que o participante se beneficia da compra pelo preço à vista, pagando a prazo e sem juros.
Além disso, Montosa acrescenta o seguinte: “Quanto maior a renda, maior o apelo de consumo. Então, a pessoa procura alguma forma de disciplinar sua relação com o dinheiro. O consórcio é uma boa opção (…) O cliente das classes mais altas tem maior acesso à informação, o que facilita na hora de tomar decisões financeiras”.
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Tipo de imóveis
Os clientes de alta renda entram em consórcios tanto para adquirir bens pessoais, quanto para investir, por conta disso a liberação de valores altos tem se tornado comum.
“Em cinco anos, o valor médio liberado ficava em torno de R$ 50 mil. Hoje, o valor médio é de R$ 75 mil, um aumento de 50%. Este aumento no valor médio demonstra que está havendo uma procura maior por créditos maiores, em torno de R$ 350 mil, R$ 400 mil”.
A diretora do consórcio Ademilar, de Curitiba, Tatiana Reichmann, concorda, “a média dos imóveis comprados atualmente com nosso consórcio é de R$ 200 mil, mas algumas pessoas são sorteadas ou dão lances para liberar de uma vez até R$ 450 mil”.