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SÃO PAULO – O volume de empréstimos bancários deve aumentar e o custo das operações de crédito ao consumidor final deve diminuir segundo análise da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).
De acordo com a entidade, a queda da Selic, de 9,25% para 8,75% ao ano, fez com que aumentasse a expectativa de que o recuo contínuo dos juros reduza a rentabilidade de investimentos dos bancos com títulos públicos, corrigidos em parte pela taxa básica de juro.
Dessa forma, a fim de manter a lucratividade, as instituições passarão a emprestar mais, elevando a competição no setor.
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“Então, o pior da crise ficou para trás e se reflete nas ações dos próprios bancos, que voltaram a ampliar mais a oferta e as condições de crédito. Tivemos a volta das condições de crédito que havia antes, com os bancos ampliando os prazos e reduzindo taxas de juros. Os bancos não estão sendo tão seletivos e voltaram a assediar os clientes”, disse, conforme publicado pela Agência Brasil, o vice-presidente da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira.
Juros
Apesar das previsões otimistas, Oliveira admite que o fato de a taxa de juros para o consumidor final não ter acompanhado na mesma velocidade a Selic continua sendo um problema, embora um pouco menor do que durante a crise.
Segundo dados da Anefac, os juros do comércio continuam altos, mesmo com queda de 102,59% para 101,68% ao ano, sendo que o valor cobrado da pessoa física está em 131,87% ao ano. Com as atuais taxas, para se ter uma ideia, o cidadão que compra uma geladeira à vista por R$ 1.500, se for financiá-la em 12 vezes sem entrada, vai pagar R$ 179,11 mensais, tendo um gasto final de R$ 2.149,32.
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Para o vice-presidente da Anefac, o aumento da inadimplência acabou retardando a queda de juros para o consumidor. Contudo, diz ele, a partir de junho, houve uma preocupação menor com a inadimplência, o que resultou em uma diminuição dos índices de atraso nos pagamentos, que pode fazer com que os bancos comecem a repassar a queda da Selic para o consumidor.
“A gente está esperando que, daqui para frente, as taxas ao consumidor possam cair (…). Até numa velocidade maior do que a queda da Selic, por causa de uma competição maior que se inicia no sistema financeiro. É a nossa expectativa.”
Eleições
No que diz respeito às eleições para governador e presidente da República no próximo ano, Oliveira negou que elas possam elevar a Selic. Segundo ele, não há espaço no ambiente econômico atual para alteração na tendência de juros.
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Pelo contrário, na opinião do analista, este ano promete mais dois cortes de 0,25 ponto percentual na taxa de básica de juro, fazendo com que ela fique entre 8% e 8,5% ao ano.