Alta em juro de consignado é justa, mas não necessária, diz Anefac

Para entidade, baixo risco seria motivo para não haver aumento; entretanto, acordo justificaria acréscimo na taxa

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SÃO PAULO – De acordo com nota divulgada pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) nesta quarta-feira (20), o aumento no teto da taxa de juros para o crédito consignado, reivindicado pela Febraban ao governo, é justo, embora o baixo risco dessa operação não indique a necessidade de elevações.

A entidade entende que, uma vez que foi acordado anteriormente que o teto das taxas de juros seguiria o comportamento da taxa Selic, com a elevação desta a 1,75 ponto percentual ao ano, as instituições financeiras querem agora repassar tais altas, já que, quando a Selic apresentou queda, esta foi repassada integralmente para as taxas do crédito.

Por outro lado, diz a associação, por ser uma operação de crédito de baixo risco, com garantia de pagamento pelo desconto em folha, o aumento nos juros não seria necessário.

Simulação

Segundo a Anefac, atualmente, a taxa média de juros para o crédito consignado está em 2,06% ao mês ou 27,70% ao ano.

Em um suposto financiamento de R$ 5 mil com prazo de 36 meses, caso o aumento da Selic seja totalmente repassado, haverá elevação de 2,02% na prestação e no total do financiamento, passando aos valores correspondentes a ter um acréscimo de R$ 4,29 e R$ 154,44, respectivamente, conforme tabela a seguir:

Simulação de financiamento
Taxa de juros atual Taxa de juros com repasse Valor atual Valor com elevação
2,50% ao mês 2,63% ao mês 36 parcelas de R$ 212,26
Total de R$ 7.641,36
36 parcelas de R$ 216,55
Total de R$ 7.795,80