Alta da cesta básica em São Paulo desacelera e atinge 0,59% em novembro

Custo da cesta na capital paulista subiu 0,59% em novembro frente a um aumento de 0,70% verificado no mês anterior

Publicidade

SÃO PAULO – O paulistano pagou mais caro pela cesta básica no mês de novembro. A constatação vem da análise da Pesquisa Nacional da Cesta Básica do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos), divulgada nesta segunda-feira, dia 1º de dezembro.

Por mais uma vez, o custo da cesta básica em São Paulo ficou em segundo lugar no ranking dos maiores do país. Em novembro, a cesta básica do paulistano atingiu o valor médio de R$ 163,54, o que corresponde à variação de 0,59% em relação ao seu valor em outubro, ligeiramente inferior àquela verificada em outubro em relação a setembro (0,70%). De janeiro a novembro, a variação da cesta é de 3,03%, enquanto nos últimos 12 meses a cesta acumula alta de 5,69%.

Gasta-se muito para adquirir cesta básica

Comparando o custo da cesta básica em São Paulo com o salário mínimo líquido, isto é, já descontando a parcela da contribuição à Previdência Social, no mês de novembro a cesta do consumidor paulistano custava 73,79% de um salário líquido. Analisando o mesmo mês no ano passado, o custo da cesta respondia por 83,78% do mínimo. Em outubro deste ano, este percentual era de 73,35%.

No que se refere ao tempo de trabalho para se adquirir a cesta básica, o estudo revelou que em São Paulo foi preciso comprometer 149 horas e 55 minutos de trabalho para adquirir a cesta, considerando um trabalhador que recebe um salário mínimo.

Em comparação com outubro, foi preciso trabalhar mais, já que no mês anterior eram necessárias 149 horas e 02 minutos para comprar a cesta. Já em relação a novembro do ano passado, o tempo de trabalho foi menor, pois naquele mês era preciso trabalhar muito mais, 170 horas e 13 minutos.

Maioria dos produtos ficou mais cara em novembro

O estudo do Dieese considera treze principais produtos que compõem a cesta básica do paulistano. Apenas dois itens mantiveram seu preço estável em relação a outubro, o leite in natura tipo C e a banana nanica. Outros sete registraram altas de preço na mesma comparação, como o óleo de soja (6,73%), tomate (5,96%), batata (5,05%), pão francês (1,28%), café em pó (1,13%), carne bovina de primeira (0,61%) e arroz agulhinha tipo 2 (0,55%).

Continua depois da publicidade

Outros quatro alimentos ficaram mais baratos no mês de novembro, com destaque para o açúcar refinado (-4,07%), manteiga (-3,77%), feijão carioquinha (-3,66%) e farinha de trigo (-1,19%).

Por último, ainda de acordo com a pesquisa, nos últimos 12 meses as altas mais expressivas se referem aos preços da banana (36,62%), café (26,59%), arroz (26,39%), manteiga (21,43%), carne (7,95%) e leite (7,63%). O pão francês teve pequena variação de 1,28% no mesmo período. Em sentido contrário, a farinha de trigo (-17,55%), tomate (-12,09%), batata (-6,31%), óleo de soja e feijão (-5,18%) e o açúcar (-4,84%) ficaram mais baratos em relação a novembro de 2002.