Alimentação pressiona e custo de vida dos paulistanos sobe 0,52% em novembro

Este avanço fez com que custo de vida de SP em novembro fosse maior do que o em outubro, quando o ICV ficou em 0,31%

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SÃO PAULO – O ICV (Índice de Custo de Vida) da cidade de São Paulo subiu 0,52% em novembro, segundo revelam dados divulgados nesta terça-feira (6) pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

No mês, de acordo com o levantamento, o grupo alimentação teve aumento de 1,55% e foi a maior contribuição para a elevação do custo de vida na capital paulista, sendo que o reajuste de 2,49% nos produtos in natura e semielaborados foi a maior contribuição para a variação apurada no grupo. Vale lembrar que os acréscimos ocorridos no subgrupo de produtos da indústria alimentícia (0,68%) também contribuíram para o resultado do grupo no mês.

Este avanço fez com que custo de vida dos paulistanos em novembro fosse maior do que o verificado em outubro, quando o ICV ficou em 0,31%. No acumulado dos últimos 12 meses – entre dezembro de 2010 e novembro de 2011 -, o índice teve variação de 6,24%.

Alimentação
Considerando os alimentos in natura e semielaborados, os peixes e frutos do mar foram os que ficaram mais caros (8,37%), com destaque para a sardinha (15,89%) e camarão (11,78%). Em seguida, aparecem os legumes (8,23%), com altas mais intensas no tomate (14,26%), quiabo (11,55%) e vagem (10,72%).

Raízes e tubérculos (3,40%) também influenciaram no aumento do grupo dos alimentos, destacados pela batata (9,67%), porém, com queda no alho (-5,71%). Já as hortaliças (3,01%) tiveram alta generalizada nos produtos.

Outro subgrupo que também se destacou foi o das frutas (2,64%), com maiores reajustes no preço da uva (12,06%), maçã (9,83%) e mamão (7,78%). Já as carnes subiram 2,74%, com destaque para a bovina (2,58%) e suína (0,30%).

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Segmentos
Além do grupo de Alimentos, outros grupos influenciaram a alta do custo de vida no município de São Paulo em novembro.

O grupo vestuário aumentou 0,41%, refletindo, sobretudo, a variação nos preços dos calçados (0,49%). Em seguida, o grupo Transporte apresentou acréscimo de 0,14%, com alta de 0,20% no transporte individual. Habitação (0,10%) apresentou o menor acréscimo do período. Neste caso, a maior influência foi do preço de conservação (0,40%).

Já o grupo dos equipamentos domésticos ficou 0,12% mais barato, influenciado pelos itens de rouparia (-0,36%).