Alimentação e Transporte mais caros elevam custo de vida em SP em novembro

ICV subiu 1,04%. No acumulado dos últimos 12 meses - entre dezembro de 2009 e novembro de 2010 -, o índice avançou 6,13%

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SÃO PAULO – O ICV (Índice de Custo de Vida) da cidade de São Paulo registrou alta de 1,04% em novembro. Em relação a outubro, quando estava em 0,93%, a taxa ficou 0,11 ponto percentual maior.

Os dados, divulgados nesta segunda-feira (6), fazem parte de levantamento mensal realizado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

No acumulado dos últimos 12 meses – entre dezembro de 2009 e novembro de 2010 -, o índice avançou 6,13% e, passados 11 meses deste ano, a inflação é de 6,23%.

Segmentos
As principais pressões inflacionárias do décimo primeiro mês do ano partiram dos grupos Alimentação (2,81%) e Transportes (0,61%). Também ajudaram a elevar o índice os grupos Habitação (0,40%) e Saúde (0,35%).

De acordo com o Dieese, dentro do grupo Alimentação, os maiores aumentos foram nos produtos in natura e semielaborados, que encareceram 4,70%.

Em Transportes, o aumento foi resultado do reajuste nos combustíveis (1,49%), sobretudo no álcool (3,84%), que impactou o subgrupo individual, cuja alta foi de 0,89%.

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Já o registrado no grupo Saúde se deve, basicamente, à variação verificada em assistência médica (0,43%).

Destaques em 12 meses
Em 12 meses, o destaque ficou com Alimentação (10,28%). Variações semelhantes ao índice geral (6,31%) foram observadas em Habitação (6,31%) e Saúde (5,68%) e Educação e Leitura (5,30%).

Já o grupo Equipamento Doméstico (-1,10%) registrou variação negativa, assim como Recreação (-0,09%). Vestuário (0,14%) teve leve alta.

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No grupo Alimentação, as principais influências vieram de produtos in natura e semielaborados (15,08%) e alimentação fora de casa (9,51%).

Em Habitação, os itens que mais contribuíram para a elevação foram locação, impostos e condomínio (10,84%) e IPTU (22,52%), enquanto que em Saúde a maior variação foi do subgrupo medicamentos e produtos farmaceuticos (5,78%).