Alimentação continua sendo o gasto mais pesado para as pessoas mais velhas

Segundo levantamento da Fecomercio-RJ, esta é a opinião de 42% das pessoas com mais de 55 anos

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SÃO PAULO – Os gastos com alimentação continuam sendo os que mais pesam no orçamento das pessoas mais velhas. Segundo levantamento da Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomercio-RJ), divulgado nesta quarta-feira (26), esta é a opinião de 42% das pessoas com mais de 55 anos.

De acordo com o Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), 30,49% do orçamento das famílias que possuem pelo menos 50% de indivíduos com 60 anos ou mais são destinados à alimentação, contra 27,70% dos domicílios sem idosos.

Saúde também pesa no bolso

Ainda segundo a Fecomercio-RJ, 24,6% das pessoas com mais de 55 anos apontam que os gastos com remédios consomem a maior parte da renda, 8,1% indicam os planos de saúde e 7,9%, o aluguel.

Os entrevistados que têm alguma enfermidade e fazem algum tipo de tratamento médico contínuo gastam, em média, R$ 281,11 com remédios, o que representa um aumento de 15,3% em relação ao ano passado.

De acordo com o IPC-3i, enquanto as famílias com idosos destinam 15,05% do orçamento para as despesas com saúde e cuidados pessoais, as outras gastam 10,05%.

Aposentadoria não significa parar de trabalhar

Entre as pessoas com mais de 55 anos, 80,7% estão aposentadas ou recebem algum tipo de pensão. No entanto, dentre esse público, 24,5% voltaram ao mercado de trabalho.

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Dos que voltaram a trabalhar, 59,0% o fazem por conta própria, 24,4% estão no mercado informal, 48,7% retornaram a atuar na mesma área em que trabalhavam antes e 65,4% voltaram ao mercado de trabalho por necessidade.

Segundo a Fecomercio-RJ, 42,3% têm uma faixa salarial maior do que aposentadoria ou pensão e 17,9% têm um rendimento igual. Por fim, 75% recebem a única ou a maior remuneração entre os integrantes da família (são chefes de família).