Agora é a hora! Real forte faz preços dos pacotes de intercâmbio caírem 20%

Dólar desvalorizado frente ao real eleva vendas de pacotes. Momento também é favorável para quem quer ir a Inglaterra

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SÃO PAULO – O câmbio atual, com dólar ainda desvalorizado frente ao real, está beneficiando os brasileiros que querem realizar viagens internacionais. E também aqueles que estavam esperando um melhor momento para fazer um intercâmbio. O cenário atual impactou os preços dos pacotes que, em muitas agências, estão, em média, 20% mais em conta.

“Quando você tem uma queda significativa do dólar, o acesso aos produtos fica mais barato”, comenta a CEO do STB (Studant Travel Bureau), Santuza Bicalho. Somente na agência, ela identificou um aumento na demanda por pacotes de intercâmbio de um ano e também daqueles que oferecem cursos de apenas 30 dias.

Principais destinos
“O destino mais procurado está sendo os Estados Unidos, porque o dólar está mais barato, mas o destino mais impactado pelo câmbio atual foi o Canadá”, afirma Santuza. No início do ano, os dólar canadense estava desvalorizado frente ao dólar americano, o que tornava o Canadá mais atraente para os brasileiros. Agora, a situação se inverteu, e os estudantes buscam a terra norte-americana.

A gerente de Produtos da CI (Central de Intercâmbio), Luiza Vianna, tem a mesma percepção. Ela explica que o dólar canadense e o australiano estavam competitivos no início do ano, direcionando os estudantes a optar por esses países. Agora, não só os Estados Unidos passou a ser uma alternativa mais em conta. “A libra também é boa opção, porque está mais desvalorizada, embora a Inglaterra ainda seja um destino caro”, explica.

Na Bex Intercâmbio, os preços dos pacotes caíram cerca de 25%. “Esta é uma ótima época para estudantes que queiram realizar um programa de intercâmbio no exterior”, afirmou, por meio de nota, o diretor da unidade de Salvador da agência, Flávio Crusoé. Com a queda, a agência notou um aumento de 30% na procura por pacotes.

A gerente da EF Brasil, Silvia Bizatto, percebeu que o impacto da desvalorização da moeda norte-americana frente ao real se deu, basicamente, no aumento da demanda, e no pagamento das viagens. “O câmbio como está dá uma maior tranquilidade e segurança para que as pessoas fechem o contrato para pagamento a longo prazo”, afirma.

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Esse cenário, segundo ela, deve possibilitar um aumento de 35% nas vendas de pacotes de intercâmbio no próximo ano, contra um aumento médio de 16% ao ano. Essa elevação, diz Silvia, não se deve, contudo, apenas ao câmbio. “A conjuntura econômica atual permitirá esse crescimento”.

Preços baixos
Para quem está pensando em fazer um intercâmbio nos próximos meses, é melhor garantir o seu pacote e aproveitar os preços mais baixos. Entre os destinos mais procurados na CI, Londres está na lista. No ano passado, um pacote de quatro semanas para cursar inglês saía por R$ 4.420, considerando o câmbio de novembro do ano passado. Neste mês, o valor caiu cerca de 4% e passou a ser R$ 4.240, considerando câmbio do dia 8 de novembro.

Na agência, ainda é possível parcelar o saldo em até nove vezes sem juros no cartão de crédito ou cheque, considerando uma entrada de 30% do valor do pacote. Para quem não tiver o valor da entrada, é possível parcelar o valor total do pacote em três vezes no cheque, sem juros, ou em 18 vezes no cheque, mas com juros. Lembrando que a última parcela deve ser paga até o mês de início da viagem.

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No STB, os estudantes que quiserem fazer o ensino médio nos Estados Unidos devem pagar cerca de 27% a menos neste ano. O programa High School EUA custava em novembro do ano passado cerca de R$ 22 mil. Neste ano, o valor passou para, em média, R$ 16 mil.

Aqueles que querem ficar 30 dias estudando inglês na Califórnia devem pagar, em média, R$ 8,5 mil antes – valor 15% menor que o cobrado no ano passado. No STB, os valores dos pacotes podem ser pagos em até quatro vezes, com entrada de 30%. Na agência, também é preciso quitar a viagem antes de embarcar.

Novembro atípico
Quem busca pacotes de intercâmbio, geralmente, faz um planejamento de, no mínimo, três meses. E a maior demanda, principalmente em se tratando de viagens de estudantes, ocorre nos meses de dezembro e janeiro. Por isso, novembro é um mês morno para as agências de viagem especializadas em intercâmbio. “
Normalmente, novembro não é um pico de vendas”, reforça Silvia, da EF. Neste ano, porém, o câmbio favorável mudou essa rotina.

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“Este mês está atípico”, afirma Santuza, do STB. Segundo ela, a demanda está tão grande que a agência está tendo de renegociar com as escolas do exterior, uma vez que o número de brasileiros em cada escola é limitado. “Está ficando cada vez mais difícil”,diz. O mesmo ocorre na EF. 

Na hora de escolher o destino para realizar algum intercâmbio, não se apague apenas aos Estados Unidos. “Aqueles que têm sonho de Inglaterra, o momento também está bom”, reforça Luiza, da CI. “Mas também tem a África do Sul, que tem um custo de vida muito baixo”, lembra.