Tecnologia

Agência dos EUA aprova internet por satélite de Elon Musk para uso em veículos

Autorização abre caminho para Starlink oferecer internet de banda larga para aviões comerciais, navios e caminhões

Por  Equipe InfoMoney

A SpaceX, empresa que integra o conglomerado de negócios de Elon Musk, obteve uma importante autorização nos Estados Unidos.

A Agência de Telecomunicações dos Estados Unidos (FCC) autorizou a companhia do bilionário a utilizar sua rede de satélites Starlink para levar acesso à internet a veículos.

Na prática, a autorização abre caminho para a companhia oferecer internet de banda larga para aviões comerciais, navios e caminhões, por exemplo.

Segundo a agência Reuters, a Starlink busca diversificar a oferta de internet para além de clientes individuais em áreas remotas passando a atuar nos setores automotivo, aéreo e de transporte de cargas.

Em 2019, a SpaceX lançou cerca de 2.700 satélites da Starlink e já possui centenas de milhares de assinantes do serviço de acesso à internet.

A Internet da Starlink, de acordo com informações da empresa, funciona enviando informações através do vácuo do espaço, onde se desloca mais rapidamente do que em cabos de fibra óptica, o que a torna mais acessível a mais pessoas e locais.

O projeto Starlink

Com a Starlink, Musk busca resolver o problema de conexão de internet especialmente em áreas rurais, onde redes mais potentes, como a fibra óptica, tem dificuldade de chegar.

No entanto, os custos para oferecer um serviço desse tipo são altos. Mesmo nos EUA, o preço da assinatura custa US$ 99, mais US$ 499 do equipamento, fora o frete e impostos – inclusive, a empresa ainda tem prejuízos com as vendas dos equipamentos.

A Starlink, que vem sendo desenvolvida sob o chapéu da SpaceX, vem de anos de aprimoramentos – e depois de garantir quase US$ 885,5 milhões em fundos de subsídios da Comissão Federal de Comunicações (FCC, em inglês) no fim de 2020 – a Starlink acelerou o ritmo em 2021..

A cobertura da empresa no fornecimento de internet está limitada a regiões selecionadas em países específicos. A expectativa é de que o mapa de cobertura crescerá consideravelmente à medida que mais satélites puderem fornecer a internet.

De acordo com Musk, a lista de países já atendidos inclui os EUA, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Áustria, Holanda, Irlanda, Bélgica, Suíça, Dinamarca, Portugal, Austrália e Nova Zelândia. O contrato de pré-reserva, como no Brasil, conta com outros países como Itália, Polônia, Espanha e Chile.

Apesar da magnitude do projeto, ainda há um caminho a percorrer – a Starlink deve precisar de pelo menos 10 mil satélites em órbita antes de poder oferecer serviço completo para o mundo todo e já sinalizou que quer até 42 mil satélites funcionando.  No momento, são apenas cerca de 20% do caminho percorrido.

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