Destaques da bolsa Ações de Petrobras, Vale e siderúrgicas caem seguindo commodities em meio à cautela com acordo comercial

Ações de Petrobras, Vale e siderúrgicas caem seguindo commodities em meio à cautela com acordo comercial

As 6 primeiras (e ótimas) impressões do ex-Google que chegou no Magazine Luiza em setembro

Simon Olson estava apenas fazendo a mediação das perguntas feitas aos diretores da Magalu durante o "ML Day 2017", até que um dos maiores investidores da empresa direcionou uma questão a ele. Veja o que ele respondeu

SÃO PAULO – Uma semana depois da realização do “ML Day” (evento anual que o Magazine Luiza promoveu com analistas e investidores) e os efeitos ainda são sentidos na bolsa: em meio às boas sinalizações passadas pelos seus diretores, as ações da da varejista com cara de “tech” saltaram até 25% nos últimos 4 pregões, saindo de R$ 58 para até R$ 73 (sempre bom lembrar: as ações MGLU3 foram uma das novidades da Carteira Recomendada InfoMoney de dezembro). Mas uma das vantagens de ir nestes eventos que as empresas fazem com o mercado é presenciar momentos que, embora não entrem nas contas e planilhas de valuation dos analistas, agregam muito aos investidores que acompanham de perto a empresa.

Durante a fase de perguntas direcionadas aos diretores que haviam feito suas apresentações, o gestor da Alaska Asset, Henrique Bredda (talvez o investidor que mais ganhou dinheiro no Brasil com o rali de 3.000% das ações da Magalu desde 2016), direcionou sua pergunta a Simon Olson, diretor adjunto de Relações com Investidores e Novos Negócios da empresa e que apenas estava fazendo a mediação das perguntas dos espectadores aos palestrantes (obs: se você não conhece o Bredda, assista a este vídeo após ler este artigo).

“Minha pergunta é pra você, Simon: nem todo mundo do mercado teve a oportunidade de  ouvir suas ideias, então gostaria que você contasse para nós quais foram suas primeiras impressões sobre o Magazine Luiza”, perguntou Bredda. A saber: Simon Olson foi contratado pela Magalu no começo de setembro com a missão de “identificar, selecionar e liderar a aquisição de startups e empresas de tecnologia”, disse na época a Magazine Luiza ao InfoMoney. Formado em Direito pela Northwestern University, ele foi diretor de Novos Negócios do Google e sócio de um dos fundos afiliados ao Draper Fisher Jurvetson, uma venture capital que investiu em empresas como Tesla, Skype e Hotmail.

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Com um português afinado mas cujo sotaque não esconde a origem norte-americana, Simon não se intimidou com a pergunta inesperada e apresentou não uma, mas seis “primeiras impressões” que certamente ajudou a alicerçar o otimismo de alguns investidores com a empresa.

As 6 “primeiras impressões” de Simon Olson sobre Magazine Luiza:

1. Antes de tudo, é importante dizer que todo mundo aqui é muito inteligente, o que é muito importante para um negócio dar certo

2. As pessoas aqui são… [pensando na palavra em português] “sem ego”. Aqui não tem muita politicagem, elas não se preocupam com ego.

3. Uma terceira coisa impressionante: todo mundo aqui trabalha pra caramba. Se você chegar no meio da noite aqui no escritório verá que estará cheio de gente.

4. Outra coisa que me impressiona é que as pessoas se importam com o bem do outro, seja com os vendedores, os funcionários e ex-funcionários ou os consumidores. Eu trabalhei numa empresa que falava muito sobre isso, e aqui eu vejo que é uma realidade.

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5. Na visita em Franca (cidade que deu origem ao Magazine Luiza), uma coisa que me impressiona é como tem muita gente que trabalha há muito tempo aqui. Isso é raro nos dias de hoje.

6. Outra coisa que me chocou na visita pra Franca é que todas as pessoas que eu conversei falavam a mesma coisa que o Fred [Frederico Trajano, CEO do Magazine Luiza] fala. Esse discurso alinhado é impressionante pois eu já fui em start ups que tinham 5 funcionários mas cada um falava uma coisa completamente diferente sobre a empresa.

Thiago Salomão