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Venezuela preocupa vizinhos. McCarthy fora do congresso
Por  Alexandre Aagesen -
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Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney ou de seus controladores

O ano é 1923. A Liga das Nações, recém-criada, ainda sofre com os desenlaces da Primeira Guerra e com a Guerra Greco-Turca. A Albânia sofre com definição de fronteiras e um jovem líder Italiano, de nome Benito, se mostra uma ameaça à estabilidade pretendida pela Liga, ao atacar e invadir a ilha do Corfu, na Grécia. Nos EUA, o desemprego está nas mínimas desde o fim da guerra, enquanto o jovem Barão de Keynes, chamado John Mayard, ascende com ideias econômicas heterodoxas (para a época).

O ano é 2023. A ONU, antiga Liga das Nações, ainda sofre com os desenlaces da invasão da Ucrânia, feita pela Rússia. A Albânia sofre com a definição de suas fronteiras e um velho líder venezuelano, de nome Nicolás, se mostra uma ameaça à estabilidade pretendida pela organização. Ele começa com um referendo para legitimar suas intenções de tomar 74% de um país vizinho e, em menos de uma semana, já se organiza para 1- desenhar um novo “mapa oficial” da região; 2- emitir licenças de exploração de petróleo; e 3- criar um censo na nova província. A principal potência regional, uma região que na época era chamada de Brasil, está preocupada, tanto com as ambições de Nico, quanto com os exercícios militares que os EUA decidem fazer na região, em conjunto com a Guiana. “Problemas latino-americanos devem ser resolvidos localmente”, diz o comunicado conjunto do Mercosul (ora, “problemas latino-americanos” também é um exemplo de pleonasmo, se você leu essa coluna ontem). Essa foi a última cúpula do Mercosul com Fernández a frente da Argentina. No domingo, Javier Milei viria a assumir e Zelensky, então presidente da Ucrânia, estaria lá. Nos EUA, o desemprego está nas mínimas desde a grande pandemia, enquanto jovens não tão brilhantes quanto o Barão ascendem com ideias econômicas heterodoxas (para a época).

O ano é 2123. A OPEP+, antiga ONU, ainda sofre com os desenlaces da Primeira Guerra Lunar. É um período de guerra civil. Partindo de uma base secreta, naves rebeldes atacam e conquistam sua primeira vitória contra o perverso Império Galáctico. A Albânia sofre com a definição de suas fronteiras e uma jovem líder de Alderaan, de nome Leia, se mostra uma ameaça à estabilidade pretendida pela Organização. Nos EUA, o desemprego está extinto (pelos dados oficiais) enquanto um jovem príncipe, chamado Salman bin Mohamed, ascende com ideias econômicas heterodoxas (para a época).

Voltando à 8 de dezembro de 2023, vale acompanhar o McCarthy querendo deixar de ser deputado, a Gleisi querendo ser ministra da Justiça no lugar do Dino, o non-farm Payroll querendo fazer preço, o IBC-Br querendo testar a gravidade e a prévia do IGP-M de dezembro, que não quer nada (caiu 0,26%). Ajude-me, Obi-Wan Kenobi! Você é minha única esperança!

Ficou com alguma dúvida ou comentário? Me manda um e-mail aqui.

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Alexandre Aagesen Com mais de 15 anos de mercado financeiro, é CFA Charterholder, autor do livro "Formação para Bancários", host do podcast "Mercado Aberto" e Investor na XP Investimentos

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