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A Ata do FOMC

Ata do FOMC (Fed) dá o tom, e mercados recuam com risco de recessão e mais juros
Por  Alexandre Aagesen -
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Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney ou de seus controladores

Dia de Ata do Fed. Todos os olhos lá fora, de olho em indicações de pra onde vai a política monetária. Nas falas: geração de emprego segue alta, desemprego baixo, Sistema Financeiro é sólido (eles falam isso desde março, e eu até acreditaria, se não reforçassem tanto), condições de crédito apertaram, mas não tanto quanto gostariam, e qualidade de crédito das empresas continua a se deteriorar. Mas as minhas duas favoritas: “Vemos maior aperto como apropriado se caminho para inflação de 2% for insuficiente” e “PIB e emprego terão que arrefecer para inflação chegar à meta”. Gosto de traduzir como “Vou subir mais juros e vamos ter recessão”. Não foi literal, mas o mercado não gostou. Na verdade, quando olhamos fechamento contra fechamento, o mercado nem sofreu tanto assim. Mas na hora da ata, foi o pior momento. Juros abrindo e bolsas caindo, aqui e lá fora. Você sabe como é.

Mas nem só de ata do FOMC vive o mercado. Tivemos também projeções econômicas do Ministério da Fazenda e fala do RCN por aqui. Ok, se fossem os três porquinhos, o Ministério da Fazenda seria o Heitor, o RCN seria o Cícero e a ata do Fomc seria o Prático. Claro que o Lobo Mau é a Treasury de 10 anos. As projeções do ministério ficaram completamente esquecidas e as falas do RCN repercutiram positivamente, o que salvou o fechamento (dentro do possível). Mas, no fim da história, só o Prático se salva e os outros dois correm pra debaixo do seu teto.

Por fim, para hoje, vale acompanhar a resposta ao resultado forte de Nvidia e projeção boa, apesar de piora nas vendas para a China (leia mais aqui). Vale também acompanhar o avanço nas negociações com reféns no Oriente Médio e a briga entre o Senado e o Supremo ao redor da PEC 8/2021, que visa limitar decisões individuais em tribunais. Um tema sensível como esse, claro que foi amplamente debatido, certo? Ok, nem tanto: aprovado em 42 segundos na CCJ. Quarenta e dois segundos (você demorou mais que isso para ler essa coluna).

Ficou com alguma dúvida ou comentário? Me manda um e-mail aqui.

Alexandre Aagesen Com mais de 15 anos de mercado financeiro, é CFA Charterholder, autor do livro "Formação para Bancários", host do podcast "Mercado Aberto" e Investor na XP Investimentos

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