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Imóveis na planta – a importância do método construtivo

Conhecer o método construtivo do imóvel que se vai comprar é fundamental. Isso porque cada tecnologia, que deve estar muito bem detalhada no memorial descritivo, tem suas particularidades e seu uso deve seguir à risca o que o manual do fornecedor diz para não causar riscos aos moradores

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No último artigo falei sobre a importância da leitura atenta do memorial descritivo do imóvel, abordando principalmente questões sobre acabamentos e metragens. Muitas pessoas me questionaram sobre o método construtivo e o que isso pode interferir na escolha de um imóvel e, por isso, vou falar sobre esse assunto também muito importante.

Assim como ocorre em relação aos acabamentos, tipo de material e dimensões do imóvel, o memorial descritivo também deve indicar o método construtivo e, dependendo da forma como for erguido o imóvel, é essencial que o comprador tome algumas cautelas antes de fechar o negócio.

O método mais tradicional e também o melhor, do ponto de vista de quem vai habitar o imóvel, é o de estrutura em concreto com fechamento de tijolos ou blocos. Entre as vantagens oferecidas por esse método construtivo, está a possibilidade de modificações de paredes internas alterações de pontos elétricos e hidráulicos.

Isso porque as paredes, em regra, têm a função exclusiva de divisão de ambientes e não de sustentação do edifício. Além disso, é fácil a fixação de armários, TVs, quadros e outros objetos que precisam ficar preso à parede que normalmente oferece boa sustentação.

Para os imóveis cuja divisão interna é de dry wall, existem limitações para fixação de alguns objetos e o gesso normalmente exige mais cuidado com a colocação de buchas e a fixação nem sempre é boa. Além disso, a proteção acústica do dry wall é pior do que a alvenaria, apesar de muitos fãs dessa técnica dizerem que é possível uma boa isolação, o que se vê na prática.

É possível em paredes de gesso embutir conduítes e mudar pontos elétricos de local, como também é possível mudança do lay out interno do imóvel, a exemplo da alvenaria, sendo que o ponto negativo é em relação à resistência dessas paredes.

A vantagem desse material é para os construtores, pois é mais leve, exige menos da estrutura de concreto, não precisa ser rebocada, maior rapidez na confecção e remendos mais fáceis.

Um terceiro tipo de construção é o de blocos estruturais e esse é o pior modelo para quem pensa em comprar um imóvel. Isso porque não existe uma estrutura física independente das paredes, que servem de sustentação para o edifício e impedem a remoção de paredes internas.

Além disso, caso precise de uma tomada em outro ponto do imóvel, o morador não poderá fazê-lo com conduítes internos, pois as paredes não podem ser cortadas nem para uma simples passagem de fiação, pois qualquer corte fragiliza a edificação como um todo.

Importante que o síndico de imóveis cuja construção se deu por meio de blocos estruturais fique muito atento a qualquer reforma nas unidades, pois um simples corte em uma das paredes pode colocar em risco toda a edificação.

Para esse tipo de construção é essencial que se verifique no memorial descritivo onde serão colocados pontos de TV e telefone e em qual posição. É comum a disposição do imóvel modelo ser de uma forma e as todas projetadas de maneira diferente, o que inviabiliza a utilização do imóvel como pensado pelo comprador.

Como o morador não poderá embutir tubulações ou conduítes, se o imóvel não estiver bem planejado, as extensões e gatos fatalmente farão parte do dia a dia do morador.

Por fim, uma regra que vale para qualquer reforma, independente do tamanho e em todos os tipos de construção: é essencial a presença de um especialista que poderá avaliar com exatidão as obras que poderão ou não ser realizadas e a melhor forma de fazê-la, sem colocar em risco a integridade da construção.

Marcelo Tapai

Marcelo Tapai é advogado especialista em direito imobiliário, vice-presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da OAB/SP, diretor do Brasilcon e sócio do escritório Tapai Advogados.