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Medir para Gerenciar

Algumas variáveis macroeconômicas costumam ser medidas e monitoradas por agências públicas ou por instituições contratadas pelos governos em quase todos os países, mesmo naqueles em que outras organizações renomadas e capacitadas corroboram os dados oficiais com suas próprias medições a análises. Mas existem muitos indicadores e variáveis que, tradicionalmente, são inferidos ou medidos por universidades, por centros de pesquisas, por fundações especializadas ou por instituições semipúblicas.

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Algumas variáveis macroeconômicas costumam ser medidas e monitoradas por agências públicas ou por instituições contratadas pelos governos em quase todos os países, mesmo naqueles em que outras organizações renomadas e capacitadas corroboram os dados oficiais com suas próprias medições a análises. Mas existem muitos indicadores e variáveis que, tradicionalmente, são inferidos ou medidos por universidades, por centros de pesquisas, por fundações especializadas ou por instituições semipúblicas. O importante é conhecer a realidade com o máximo possível de detalhamento e atualização. Esse tipo de conhecimento é essencial para o planejamento de políticas de Estado e, também, para a própria gestão eficiente de empresas ou de grupos de investidores.

No Brasil, contamos com um núcleo relativamente amplo de instituições públicas, semipublicas e privadas, capacitadas para a execução idônea e eficiente desse monitoramento. Mas, por diversas razões, que não poderiam ser abordadas no espaço limitado deste blog, muitas variáveis importantes e setores estratégicos continuam desconhecidos. Faltam-nos estatísticas detalhadas e confiáveis em muitas áreas vitais, ao contrário do que mostra a exuberância do conhecimento disponibilizado na maioria dos países ditos “centrais” ou “desenvolvidos”.

O setor da Construção Civil, que conheço mais de perto, é um dos pontos da nossa matriz econômica que mais se ressente da insuficiência de dados e de estatísticas básicas. Sabemos que esse setor  é responsável por 6% de toda a riqueza produzida no país, quando expressa em termos do PIB anual. Pudemos acompanhar, também, a alvissareira notícia de que a Construção Civil foi uma das principais responsáveis pelo melhor crescimento do PIB no segundo trimestre deste exercício, tendo alcançado cerca de 4% de acréscimo quando comparada a igual período de 2012. São números que deixam demonstrada a importância do setor no conjunto da nossa economia. Por isso mesmo, deveríamos investir mais em conhecer-lhe os detalhes e algumas variáveis internas de extrema importância.

É muito difícil aos gestores privados e à própria administração pública planejarem com eficiência e segurança os desempenhos empresariais e as políticas de Estado nessa área. Tudo parece um voo cego, quando o piloto tem que tomar decisões baseadas na sua própria intuição, por absoluta falta de apoio em leituras objetivas da realidade e em dados concretos.

Acredito que, quem não mede não pode gerenciar. Em minha opinião, esse apagão de conhecimento não prejudica apenas o setor da Construção Civil. A economia nacional como um todo resta também prejudicada, já que não existem dados suficientes, abrangentes e confiáveis, sequer, para fixar, com segurança, as metas de crescimento de médio e longo prazo. Precisamos modificar esse cenário com urgência. 

Rubens Menin