Educação financeira: se não for agora, quando?

Cada ano que passa, pais e escolas desperdiçam a oportunidade de preparar as crianças e jovens para um encontro com a vida real por meio da importante disciplina, cujo aprendizado levarão para a vida inteira, independentemente da profissão que escolherem: a Educação Financeira

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Criança fazendo uma pilha de moedas
(Shutterstock)

Sou uma das precursoras da educação financeira infanto-juvenil no Brasil e desde 2007 realizo trabalhos diretamente com crianças e jovens, não somente em escolas, mas também em domicílios e acampamentos de férias.

Também colaboro com outros educadores financeiros na adequação de seus programas e além de auxiliar na formação de professores. Sou, e continuarei sendo, uma grande entusiasta e apoiadora do ensino da Educação Financeira.

Mesmo com tantos livros, gibis e cartilhas escritos e distribuídos, programas criados, disponibilizados e reinventados e tantas palestras oferecidas ao longo de todos esses anos, considero que ainda estamos engatinhando no quesito “criação de uma cultura financeira”.

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Nossa longa história de uma cultura paternalista e assistencialista ainda é muito enraizada e isso faz com que andemos em círculos ou na contramão da criação de um modelo econômico de independência financeira que permita que as pessoas sejam menos dependentes do governo e prosperem verdadeiramente.

Não podemos negar que avançamos à medida que mais educadores demonstram interesse e compreendem a importância da Educação Financeira na formação cidadã.

Mas também é verdade que o processo é moroso e que se faz necessária a adesão de programas já existentes ou a criação de novas matérias de educação financeira por parte das escolas, para que elas possam preparar mais educadores – inclusive para a nova demanda de aulas on-line – do Ensino Fundamental ao Ensino Médio, como uma disciplina curricular.

Ainda que o discurso sobre a obrigatoriedade da educação financeira nas escolas a partir deste ano de 2020 tenha sido entusiasmada, ela ainda está longe de se consolidar.

Principalmente se considerarmos que, segundo mostram os relatórios da área da educação, nossa educação básica deixa muito a desejar, quando comparada aos países da OCDE.

De qualquer forma, para que as crianças tenham acesso introdutório à educação financeira, pais e mães deveriam abrir o canal de comunicação sobre o tema, que ainda é tabu dentro de muitas famílias, ao invés de seguirem a antiga cartilha de que “dinheiro não é assunto de criança”, simplesmente porque não sabem como iniciar essa conversa.

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As crianças e jovens têm acesso a muita informação, mas precisam transformá-la em conhecimento que fará diferença na vida deles.

Então, utilize uma parte do seu tempo para aprender como educá-los financeiramente, para que eles cresçam seguros e confiantes com relação às oportunidades e possibilidades com o seu próprio dinheiro.

Surpreenda-se e divirta-se sobre a forma como eles veem e entendem o dinheiro. E, quando todo esse momento de reclusão passar, avalie sua própria experiência e demonstre a importância da educação financeira na escola de seus filhos, pedindo para que os responsáveis busquem profissionais especializados para ajudá-los a atender essa necessidade.

Vida longa e próspera.

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Silvia Alambert

Silvia Alambert é fundadora e CEO da moola Educação Financeira (The Money Camp® no Brasil). Educadora financeira de crianças e jovens, é certificada e licenciada pela Creative Wealth® Intl (USA) e coordenadora do projeto de educação financeira para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade sócio-econômica pelo ITESA (Instituto de Tecnologia Social Aplicada).