Valor da folha de pagamento da indústria sobe 1,9% em maio, segundo IBGE

Esta é a primeira alta depois de duas quedas; indústria extrativa apresentou o principal impacto positivo com alta de 73,8%

SÃO PAULO – O valor real da folha de pagamento dos trabalhadores da indústria registrou avanço de 1,9% em maio, em comparação ao mês anterior. Esse foi o primeiro resultado positivo após duas quedas consecutivas. No ano, há um recuo de 0,8%. Em relação a maio de 2008, a variação também foi negativa, com queda de 0,6%.

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, divulgada nesta sexta-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Queda em 11 atividades

Considerando os valores pagos pela indústria em maio, na comparação com o mesmo mês do ano passado, o IBGE constatou redução em 12 dos 18 setores analisados.

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Entre eles, meios de transporte (-12,1%), máquinas e equipamentos (-8,4%) e borracha e plástico (-12,4%). No sentido oposto, indústria extrativa (73,8%), papel e gráfica (18,3%) e refino de petróleo e produção de álcool (46,2%) foram os principais impactos positivos.

Nos primeiros cinco meses deste ano, 12 atividades registram taxas negativas no valor da folha de pagamento, com destaque para meios de transporte (-4,3%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-8,1%). Na outra ponta, a indústria extrativa (25,4%) e papel e gráfica (11,1%) contribuíram para o avanço do índice.

Análise regional

No âmbito regional, nove dos 14 locais pesquisados apontaram decréscimo no valor da folha de pagamento real em maio, frente ao mesmo período do ano anterior, com destaque para São Paulo (-4,4%), Rio Grande do Sul (-8,8%) e Minas Gerais (-5,8%).

Em contrapartida, Rio de Janeiro (30%) exerceu a principal pressão positiva, sobretudo em função do aumento na extrativa (129,4%), devido ao pagamento de participação nos lucros em importante empresa do setor.

Sobre a pesquisa

O IBGE considera, em sua pesquisa mensal, o valor total da folha de pagamento do pessoal ocupado assalariado para o mês de referência.

Neste cálculo estão incluídos, entre outros: salários contratuais, horas extras, 13º salário, aviso prévio e indenizações, comissões e participação nos lucros.