Valor da folha de pagamento da indústria recuou 2,7% em novembro, segundo IBGE

Na comparação com o mesmo mês de 2007, houve alta de 4,1%. Os maiores acréscimos foram em São Paulo e Minas

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SÃO PAULO – O valor real da folha de pagamento dos trabalhadores da indústria registrou recuo de 2,7% em novembro de 2008, na comparação com outubro do mesmo ano. Em relação a novembro de 2007, a variação foi positiva em 4,1% e em 6,3% no acumulado no ano e nos últimos doze meses.

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, divulgada nesta terça-feira (13) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Aumento em 12 atividades

Considerando os valores pagos pela indústria em novembro, na comparação com outubro, o IBGE constatou aumento em 12 das 18 setores analisados.

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Os principais impactos positivos ficaram com minerais não metálicos (19,6%), produtos de metal (13,5%), metalurgia básica (14%) e meios de transporte (4%). Por outro lado, calçados de couro (-6,9%) e outros produtos da indústria de transformação (-3,8%) registraram as maiores taxas negativas.

No acumulado no ano, em nível nacional, 13 aumentaram e cinco reduziram o valor da folha de pagamento. Os impactos positivos couberam aos setores de meios de transporte (11,9%), máquinas e equipamentos (8,1%) e produtos de metal (13,2%). Na outra ponta, calçados e artigos de couro (-6,3%) e papel e gráfica (-2,6%) registraram as maiores quedas.

Análise regional

No âmbito regional, 13 dos 14 locais pesquisados apontaram incremento no valor da folha de pagamento real no décimo primeiro mês do ano, com exceção da Bahia, cujo índice recuou 0,8%. São Paulo novamente se destaca, com aumento salarial de 4% no mesmo mês, Minas Gerais vem em seguida com 10,6% e Paraná com 5,1%.

No acumulado do ano, as principais contribuições positivas para o índice, que também registrou acréscimo em todos os locais, foram em São Paulo (7,1%), Minas Gerais (9,6%) e Paraná (8%).

Sobre a pesquisa

O IBGE considera, em sua pesquisa mensal, o valor total da folha de pagamento do pessoal ocupado assalariado para o mês de referência.

Neste cálculo estão incluídos, entre outros: salários contratuais, horas extras, 13º salário, aviso prévio e indenizações, comissões e percentagens e participação nos lucros.

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