Valor da folha de pagamento da indústria recua 1,2 % em janeiro, segundo IBGE

Foi a quarta queda consecutiva, acumulando perda de 4,5%; em São Paulo o aumento foi de 1,8% frente a janeiro e 2008

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SÃO PAULO – O valor real da folha de pagamento dos trabalhadores da indústria registrou um recuo de 1,2% no primeiro mês do ano, em comparação ao mês anterior. Foi a quarta queda consecutiva na comparação mês a mês, acumulando perda de 4,5%. No entanto, em relação a janeiro de 2008, a variação foi positiva e ficou em 1,2%.

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, divulgada nesta quinta-feira (12) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Aumento em 13 atividades

Considerando os valores pagos pela indústria em janeiro, na comparação com dezembro, o IBGE constatou aumento em 13 dos 18 setores analisados.

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Máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações sofreram redução significativa no primeiro mês do ano e registrou variação negativa de 6,5%. Minerais não-metálicos e produtos de metal também tiveram impacto negativo na folha de pagamento, sendo que o primeiro caiu de 15% para 0,2% e o segundo de 12,9% para 2,5%.

Doze locais apresentaram taxas menores das do último trimestre, com destaque para Minas Gerais (de 8,1% para -2,2%) e Paraná (de 6,4% para -0,6%).

Frente a janeiro de 2008, os principais impactos positivos ficaram com meios de transporte (4,5%), indústrias extrativas (13%). Na outra ponta, máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-6,5%) e alimentos e bebidas (-2%) registraram as maiores taxas negativas.

Análise regional

No âmbito regional, 9 dos 14 locais pesquisados apontaram incremento no valor da folha de pagamento real em janeiro, sendo que em São Paulo houve o maior aumento (1,8%), seguida de Espírito Santo (14,1%), e Rio de Janeiro (2,1%).

Em São Paulo, os setores de meios de transporte e máquinas e equipamentos foram os que contribuíram mais para puxar o índice para cima, registrando altas de 9,2% e 5,8%, respectivamente.

Sobre a pesquisa

O IBGE considera, em sua pesquisa mensal, o valor total da folha de pagamento do pessoal ocupado assalariado para o mês de referência.

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Neste cálculo estão incluídos, entre outros: salários contratuais, horas extras, 13º salário, aviso prévio e indenizações, comissões e percentagens e participação nos lucros.