Taxa de desemprego fica praticamente estável em abril

Contingente de desempregados foi estimado em 2,942 milhões de pessoas, aponta pesquisa do Dieese

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SÃO PAULO – A taxa de desemprego nas sete principais regiões metropolitanas do País ficou praticamente entre março e abril deste ano, passando de 13,4% para 13,3% da PEA (População Economicamente Ativa).

De acordo com os dados da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego), divulgados nesta quarta-feira (26) pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), no quarto mês do ano, o contingente de desempregados foi estimado em 2,942 milhões de pessoas, praticamente o mesmo de março.

Por outro lado, na comparação com março do ano passado, o número registrou queda de 10,1%.

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Desemprego por região
Em abril, na análise regional mensal, a taxa de desemprego registrou a maior alta em Fortaleza, onde passou de 10,2% para 10,6% da PEA. Por outro lado, a maior queda foi observada na taxa de desemprego de Salvador, conforme é possível observar na tabela a seguir: 

Taxa de desemprego total
Região MetropolitanaMarço 2010Abril 2010
Distrito Federal14,7%14,2%
Belo Horizonte10,2%9,9%
Fortaleza10,2%10,6%
Porto Alegre9,8%9,6%
Recife19,3%18,8%
Salvador18,9%19%
São Paulo13,1%13,3%
Total13,4%13,3%

                                                                 Fonte: Convênio Seade-Dieese, MTE/FAT e convênios regionais

Tipos de desemprego
Considerando as diferentes formas de desocupação, nota-se que o nível de desemprego aberto, que representa o conjunto de pessoas sem ocupação à procura de trabalho, também ficou quase estável, passando de 9,4% para 9,5%, na comparação mensal. Já o desemprego oculto recuou de 4% para 3,8%.

População ocupada
A população ocupada das áreas analisadas atingiu 19,100 milhões de pessoas no quarto mês do ano, o que mostra uma variação positiva de 0,7% em relação a março.

Na análise setorial, o segmento de Serviços aparece ainda como o maior empregador, com 10,124 milhões de pessoas atuando no setor no mês passado, seguido pelo Comércio, com 3,157 milhões de trabalhadores, e pela Indústria, com 2,963 milhões de empregados.

Os segmentos Outros (serviços domésticos e outros ramos de atividade) e de Construção Civil foram os que mantiveram o menor número de pessoas ocupadas em março: 1,603 milhão e 1,242 milhão, respectivamente.

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