Taxa de desemprego diminui para 12,4% em julho, diz pesquisa do Dieese

No sétimo mês do ano, número de desempregados foi estimado em 2,729 milhões de pessoas, 66 mil a menos do que em junho

SÃO PAULO – A taxa de desemprego nas sete principais regiões metropolitanas do País diminuiu entre junho e julho deste ano, passando de 12,7% para 12,4% da PEA (População Economicamente Ativa).

De acordo com os dados da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego), divulgados nesta quarta-feira (25) pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), no sétimo mês do ano, o contingente de desempregados foi estimado em 2,729 milhões de pessoas, 66 mil a menos do que em junho.

Na comparação com julho do ano passado, o número registrou queda de 15,2%, já que, na época, o contingente de desempregados era de 3,220 milhões.

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Desemprego por região
Em julho, na análise regional mensal, a taxa de desemprego registrou queda em seis das sete regiões pesquisadas. A exceção foi Salvador, onde houve relativa estabilidade no contingente de desempregados, conforme é possível observar na tabela a seguir:

Taxa de desemprego total
Região MetropolitanaJunho 2010Julho2010
Distrito Federal14%13,7%
Belo Horizonte8,5%8,3%
Fortaleza10,6%10,2%
Porto Alegre9,5%8,9%
Recife17,6%17,2%
Salvador16,7%16,9%
São Paulo12,9%12,6%
Total12,7%12,4%

Tipos de desemprego
Considerando as diferentes formas de desocupação, nota-se que o nível de desemprego aberto, que representa o conjunto de pessoas sem ocupação à procura de trabalho, também apresentou queda, passando de 9,1% para 8,9%, na comparação mensal. Já o desemprego oculto passou de 3,6% para 3,5%.

População ocupada
A população ocupada das áreas analisadas atingiu 19,277 milhões de pessoas no sétimo mês do ano, o que mostra uma variação positiva de 0,3% em relação a junho.

Na análise setorial, o segmento de Serviços aparece ainda como o maior empregador, com 10,331 milhões de pessoas atuando no setor no mês passado, seguido pelo Comércio, com 3,124 milhões de trabalhadores, e pela Indústria, com 2,990 milhões de empregados.

Os segmentos Outros (serviços domésticos e outros ramos de atividade) e de Construção Civil foram os que mantiveram o menor número de pessoas ocupadas em julho: 1,567 milhão e 1,265 milhão, respectivamente.