Sindicato critica Mantega sobre veto a propostas do mínimo diferentes de R$ 540

Força Sindical diz que ministro "esquece" que o mínimo é uma forma de redistribuição de renda e defende valor de R$ 580

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SÃO PAULO – A Força Sindical não gostou da afirmação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o governo não aprovará qualquer proposta de reajuste do salário mínimo diferente de R$ 540.

Na última terça-feira (4), Mantega afirmou que o governo vetaria qualquer proposta diferente do valor proposto. Segundo ele, um aumento maior que R$ 540 causaria uma elevação nos gastos da Previdência e a deterioração das contas públicas.

Para a entidade que representa os trabalhadores, o ministro “esquece” que o mínimo é uma forma de redistribuição de renda, com impactos na economia – essa visão, na avaliação da Força, foi ressaltada pela presidente da República, Dilma Rousseff. Ela afirmou que a erradicação da pobreza e a dminuição das desigualdades sociais são metas  do seu governo.

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Por meio de nota, a Força Sindical reforça que defenderá um mínimo de R$ 580. “Reafirmamos nossa confiança na sensibilidade social da presidente Dilma Rousseff em conceder um reajuste digno e justo para os 40 milhões de brasileiros que recebem o salário mínimo e os aposentados que ganham valores acima do piso nacional”, afirmou a entidade.

Análise para fevereiro
A Medida Provisória, assinada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que fixa o salário mínimo em R$ 540 em 2011, só será analisada pelo Legislativo no próximo mês, já que a Constituição determina que os trabalhos do Legislativo só sejam iniciados no dia 2 de fevereiro. Dessa forma, é nesta data que começará a contar o prazo de 60 dias, prorrogáveis por mais 60, para a votação da medida no Congresso.

No entanto, o PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro), que é o principal aliado do governo, não está convencido a votar o salário mínimo de R$ 540.

De acordo com o líder do partido na Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (RN), a discussão nada tem a ver com a insatisfação na distribuição de cargos no segundo escalão do governo.