Sindicalistas e governo se reúnem nesta terça para discutirem novo mínimo

Com base nas últimos encontros, uma solução concreta para o assunto parece ainda estar longe de ser encontrada

SÃO PAULO – Dirigentes sindicais, de entidades dos aposentados e pensionistas e do governo federal devem se reunir nesta terça-feira (23) com o relator-geral do projeto de Orçamento da União, senador Gim Argello (PTB-DF), para discussão sobre o valor do salário mínimo de 2011.

Um acordo para o tema, no entanto, parece ainda estar longe de ser encontrada. Os dois lados divergem sobre o teto a ser estipulado para o mínimo: os sindicalistas querem R$ 580, mas o máximo que o governo ofereceu até agora foi arredondar o valor de sua proposta original – R$ 538,15 – para R$ 540.

Conforme informações da Agência Senado, Argello já se mostrou favorável ao aumento da quantia, mas pondera que o impacto nas contas públicas, com acréscimo de R$ 40 no valor do mínimo, será de R$ 40 bilhões.

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Segundo o senador, a despesa calculada é quase igual ao total de investimentos constantes da proposta orçamentária, de R$ 44 bilhões.

Encontros
A reunião desta terça será a terceira entre sindicalistas e governo sobre o assunto. No dia 4 de novembro, eles se reuniram no Senado com Gim Argello e no dia 18, os dirigentes das centrais sindicais e das entidades de aposentados e pensionistas estiveram em São Paulo com os ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, e da Previdência Social, Carlos Gabas.

Na avaliação dos sindicalistas, em função da recuperação econômica, várias categorias profissionais vêm recebendo aumentos maiores do que a inflação, o que significa que corrigir o mínimo apenas com base na variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) não é necessário.

O governo, no entanto, foi motivado a propor um reajuste menor para o mínimo após o desempenho da economia em 2009, quando o Produto Interno Bruto (PIB) caiu 0,2%.

Os sindicalistas defendem a manutenção do reajuste em vista do cenário de crescimento econômico projetado para 2010. Já o governo aponta para problemas com o caixa da união. A previsão é de que, mantida a fórmula de correção, o mínimo chegará a R$ 600 em 2012.