Sindicalistas e governo não chegam a um acordo sobre salário mínimo

Em contrapartida, líderes da Câmara e do Senado aprovam um reajuste de 90,7% no salário dos parlamentares

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SÃO PAULO – Governo e sindicalistas estiveram reunidos, nesta quinta-feira (14), com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, para discutir o reajuste do salário mínimo.

Ao final da reunião, no Ministério da Previdência, não houve acordo, já que os sindicalistas pedem um mínimo de R$ 420,00, enquanto o Congresso defende R$ 375 e o Governo mantém a proposta de R$ 367.

Salário de milhões de pessoas

Em vigor desde 1º de maio de 1940, o salário mínimo, atualmente, é responsável pelo sustento de 15 milhões de trabalhadores.

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Segundo o Dieese, o salário mínimo do trabalhador, para suprir as necessidades básicas e da família, deveria ser de R$ 1.613,08, ou seja, 4,61 vezes maior que os atuais R$ 350,00.

De acordo com a Agência Brasil, uma nova reunião entre os representantes do sindicato e do governo foi marcada para a próxima terça-feira (19), quando um acordo poderá ser feito.

Setenta vezes o mínimo

Em contrapartida, líderes da Câmara e do Senado aprovaram nesta quinta-feira um aumento de 90,7% nos salários do parlamentares.

Segundo o acordo, a partir de 1º de fevereiro de 2007, o salário de cada parlamentar passa dos atuais R$ 12.847,20 para R$ 24.500,00, ou seja, 70 vezes o salário mínimo atual.