Mão de obra

Salário eleva custo da construção e pode estar inflando bolha imobiliária

A mão de obra mais cara reflete, principalmente, o aumento salarial no Rio de Janeiro e, em Salvador, na Bahia

SÃO PAULO – Quando se fala no mercado imobiliário brasileiro, muitos usam a alta crescente do preço do imóvel para justificar a existência de uma bolha, já que os valores estariam irreais e incompatíveis com a realidade do brasileiro.

Muita dessa alta é inflada principalmente pela alta do custo da construção. Em um ambiente de pleno emprego e grandes obras – para a Copa do Mundo e Olimpíadas – o salário do , e continua subindo. Esse valor tem que ser repassado para os consumidores, já que as construtoras já estão pressionadas no cenário atual. Esses valores continuam a crescer. 

No mês de abril, o Índice Nacional de Custo da Construção do Mercado (INCC-M) teve variação de 0,67%, bem acima da taxa registrada em março (0,22%), acumulando alta de 2,04%, desde janeiro, e 7,75%  em 12 meses, levemente acima da inflação.Os materiais, equipamentos e serviços subiram 0,93% ante 0,45%, atingindo alta de 6,88% em um ano.

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Já a mão de obra passou de 0,01% para 0,42% com correção de 8,58% em 12 meses – superando em mais de 2 pontos percentuais a inflação. A mão de obra mais cara reflete, principalmente, o aumento salarial no Rio de Janeiro e, em Salvador, na Bahia. Entre os materiais que mais tiveram reajustes estão os itens utilizados na estrutura das obras com as peças metálicas, alta de 13,19% em 12 meses e as de madeira (6,52%).

Das sete capitais onde é feita a pequisa, o índice médio da construção mais elevado foi constatado no Rio de Janeiro com alta no mês de 2,73% ante 0,18%. Nas demais localidades foram registradas as seguintes variações: Salvador (de 0,41% para 0,40%); Brasília (de 0,11% para 0,63%); Belo Horizonte (de 0,17% para 0,41%); Recife (de 0,24% para 0,20%); Porto Alegre (de 0,29% para 0,40%) e São Paulo (de 0,21% para 0,47%).

(Com Agência Brasil)