RH pode ter de trabalhar com orçamento mais apertado este ano

Nada menos que 35% das empresas devem reduzir o volume de recursos destinado ao departamento em cerca de 15%

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SÃO PAULO – Enquanto 59% das empresas da América Latina pretendem manter o mesmo orçamento destinado à área de Recursos Humanos nos próximos 12 meses, outras 35% afirmaram que irão reduzi-lo em 15%, em média. Apenas 6% querem aumentar o montante em uma média de 12,7%.

Os dados integram uma pesquisa da Watson Wyatt realizada com 245 executivos de Recursos Humanos que atuam em países da América Latina e intitulada “Efeitos da Economia sobre Programas de RH”.

Crise no mundo

A redução ou mesmo o não-aumento do orçamento das empresas destinado ao Recursos Humanos se deve à crise mundial. Cautelosas, a maioria das empresas estão optando por reduzir gastos. E o quadro não se limita à América Latina.

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Pesquisa realizada em outubro pela Watson Wyatt nos Estados Unidos, com 248 empresas, revelou que 19% delas já haviam demitido funcionários; 26% esperavam fazer o mesmo nos 12 meses seguintes; 30% tinham congelado contratações e outras 25% pretendiam congelar em até um ano.

Retenção de talentos

Apesar da redução dos gastos com Recursos Humanos, na América Latina, 41% das empresas afirmaram que devem tomar alguma medida para reter talentos, por meio de ações voltadas para planos de carreira e desenvolvimento, aumentos salariais, programas de mérito, e revisão e melhor comunicação do pacote de remuneração.

Por fim, a pesquisa revelou ainda que, apesar das incertezas, 58% dos participantes acreditam que não aumentará a oferta de mão-de-obra no mercado, embora 73% admitam que a crise afetará os reajustes salariais.

Em relação ao clima organizacional, quase metade prevê que ele não seja influenciado pelo cenário econômico, enquanto 39% disseram que o mesmo será atingido negativamente e apenas 13%, positivamente.