Rendimento médio do trabalhador sobe 1,1% em abril, frente a 2008

Frente a março, o avanço foi de 0,3% nos rendimentos médios dos ocupados e de 1% nos dos assalariados

SÃO PAULO – O rendimento médio real da população ocupada das seis principais regiões metropolitanas do País cresceu 1,1% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado, atingindo R$ 1.210.

Tal expansão foi resultado dos aumentos registrados nas seguintes regiões: 8,7% em Belo Horizonte, 6,2% em Porto Alegre, 6% no Distrito Federal e 5,2% em Salvador. Esses aumentos compensaram as variações negativas apresentadas em São Paulo (-1,9%) e em Recife (-6,6%).

Frente a março, houve um avanço menor, de 0,3%, nos rendimentos médios de ocupados e de 1% nos dos assalariados.

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Os dados fazem parte da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego), divulgada nesta terça-feira (23) pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).

Duas quedas regionais

Na análise mensal, segundo o estudo, foi verificada queda no rendimento médio dos ocupados de Recife (-2,8%), onde passou para R$ 720. Em Porto Alegre (-1,4%) e Salvador (-1,1%) também foram verificadas quedas. Nessas regiões, os rendimentos passaram para R$ 1.203 e R$ 992, respectivamente.

O rendimento médio dos ocupados de São Paulo cresceu 0,9%, passando para R$ 1253. Belo Horizonte também registrou acréscimo no valor (1,4%), que passou para R$ 1.182.

Os rendimentos no Distrito Federal mantiveram-se estáveis. Com variação positiva de 0,1%, o rendimento mensal alcançou R$ 1.836.

Massa de rendimentos

Considerando a massa de rendimentos dos ocupados e assalariados para o conjunto das áreas analisadas, na comparação mensal, a pesquisa aponta um pequeno acréscimo de 0,6%, após três meses de queda, no primeiro caso, e de 1,3% no segundo.

O aumento da massa dos ocupados deve-se às variações positivas nos níveis de ocupação e dos rendimentos médios. Com relação aos assalariados, a alta deve-se, principalmente, ao crescimento do salário médio.

Em 12 meses, a massa de rendimentos reais dos ocupados cresceu 2,6% e a dos assalariados, 2,3%. No primeiro caso, o incremento deve-se aos resultados do crescimento do nível de ocupação e do rendimento médio real, ao passo que no segundo, o fator principal foi o aumento no nível de emprego.