Rendimento dos trabalhadores sobe 1,6% entre março e abril

Maiores altas foram em Salvador (2,2%) e em São Paulo (2,1%). No Distrito Federal houve estabilidade

SÃO PAULO – O rendimento médio real da população ocupada das seis principais regiões metropolitanas do País apresentou alta de 1,6% entre março e abril deste ano, atingindo a média de R$ 1.133.

Os dados fazem parte da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada nesta quarta-feira (27) pela Fundação Seade e pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese).

Em quase todos

Na análise mensal, houve aumento em praticamente todas as regiões. Os maiores foram em Salvador (2,2%), onde o rendimento médio passou a valer R$ 782, e em São Paulo (2,1%), onde a remuneração chegou a R$ 1.152.

Em Porto Alegre, a alta foi de 1,6%, passando para R$ 992, em Belo Horizonte de 0,5% (chegando a R$ 962) e em Recife também de 0,5% (atingindo R$ 651). Apenas no Distrtito Federal houve estabilidade (R$ 1.451).

Crescimento de 6,3% em um ano

Ainda segundo o Seade/Dieese, entre março de 2006 e abril deste ano, houve um crescimento de 6,3% nos ganhos dos cidadãos ocupados das seis principais regiões metropolitanas do País.

De acordo com o Diesse, esse ritmo é um reflexo de uma melhora em todas as regiões pesquisadas: Belo Horizonte (7,7%), São Paulo (7,6%), Recife (6,2%), Distrito Federal (3,7%), Porto Alegre (3,3%) e Salvador (1,8%).

Massa de rendimentos

Considerando a massa de rendimentos dos ocupados para o conjunto das áreas analisadas, percebe-se um aumento de 1,9% entre março e abril, em função do aumento do rendimento médio.

Já na comparação anual, o levantamento aponta uma considerável alta de 8,9% na massa de rendimentos dos ocupados, o que reflete os aumentos nos níveis de ocupação e de rendimentos no período em questão.