Relator do PL do salário mínimo derruba emendas da oposição

O senador Romero Jucá (PMDB) deu parecer favorável à medida do Executivo que estabelece o mínimo de 2011 em R$ 545

SÃO PAULO – As emendas que definiam um valor diferente do salário mínimo proposto pelo governo foram derrubadas pelo relator do projeto do Executivo, senador Romero Jucá (PMDB-RR).

A proposta da oposição, que defendia um valor de R$ 600 para este ano, e a das centrais sindicais, que queriam um mínimo de R$ 560, foram rejeitadas, como já tinha anunciado Jucá, que também é lider do governo no Senado.

A votação, que ocorre nesta quarta-feira (23), no Senado, ainda não terminou. Mas Jucá já concedeu parecer favorável a medida que foi aprovada na Câmara dos Deputados, que estabelece um mínimo de R$ 545.

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Necessidades
Para o senador, de acordo com a Agência Senado, o projeto atende às necessidades dos trabalhadores. Além disso, ele acredita que o texto apenas reafirmaria acordo firmado entre o Governo e centrais sindicais no que diz respeito à política de valorização.

De acordo com a proposta, o salário mínimo será reajustado com base na inflação do ano anterior mais o PIB (Produto Interno Bruto) dos dois últimos anos.

Adesão
O senador Paulo Paim (PT-RS) agora defende a proposta do governo do mínimo de R$ 545. O senador, bem como líderes das centrais sindicais, defendia R$ 560. Segundo a Agência, Paim afirmou que só aderiu à medida do Executivo porque a presidente da República, Dilma Rousseff, promoteu que apoiaria o reajuste para os aposentados.

“Essa política salarial é a melhor política que já se teve no país e o mérito é de todos os partidos”, disse Paim. De acordo com ele, Dilma também prometeu assumir compromisso com outras questões, como o fim do fator previdenciário.

Pressa
A presidente Dilma pediu rapidez na aprovação do projeto que define o valor de R$ 545 para o salário mínimo. A pressa, conforme publicado pela Agência Senado, se dá pelo fato de a presidente querer sancionar a lei ainda em fevereiro, para que o novo mínimo passe a vigorar em 1º de março.