Quando pagar ou não para manter o currículo na internet?

Segundo consultora de carreira, já que está desempregado, e sem salário, tente outras alternativas em primeiro lugar

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SÃO PAULO – O desemprego implica menos recursos financeiros para o profissional. Por isso, em meio ao desespero por não ter um trabalho, a pessoa deve pensar antes de pagar para manter o currículo na internet, alternativa para a recolocação, mas que tem impacto no bolso.

Segundo a consultora de Desenvolvimento Organizacional da Caliper, Luciana Merlin da Cunha Zonta, o candidato deve buscar, em primeiro lugar, indicações de amigos e familiares, possibilidades em jornais ou no próprio networking.

“Ele também pode se cadastrar na internet num primeiro momento, desde que não gaste com isso”, afirmou a consultora.

Se demorar, coloque a mão no bolso!

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Ainda de acordo com Luciana, o candidato deve pensar em mexer no orçamento e reservar um dinheiro para a recolocação a partir do momento em que começar a demorar a vir respostas dos parentes e de outros meios.

“Segundo pesquisas, o tempo que o profissional demora para se recolocar é de três meses, em média. Se não teve respostas e retorno depois deste tempo, ele pode pensar em fazer uma pesquisa de sites para pagar para cadastrar o currículo”, disse.

Cuidado com valores

Mas o profissional deve ter noção do valor a ser pago. Algumas empresas pedem porcentagens sobre os primeiros salários, o que é uma “furada”, segundo a consultora. “Outras chegam a exigir o salário inteiro. A dica que dou é para a pessoa não se desesperar nem cair em qualquer promessa”.

Ela indica que o profissional pague valores em torno de R$ 100 para um período superior a um mês, ao optar por colocar o currículo na internet. “Conheço pessoas que conseguiram a recolocação nestas condições”.

A consultora, no entanto, também já ouviu falar de outros que pagaram R$ 5 mil para uma empresa de recolocação, o que é muito caro. Ela disse que quanto maior o grau de instrução, mais se cobra, mas o valor não deve chegar a este.

Escolha a empresa certa

A primeira dica que a consultora dá é que a pessoa não tome decisões precipitadas, principalmente se envolvem dinheiro, já que está desempregada e não conta com o salário.

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Com relação à agência, ela recomenda que peça indicação e veja qual o tipo de serviço prestado. Afinal, de nada adianta colocar o currículo em um site que somente tem vagas para operadores, se o profissional já atingiu a gerência.

Peça a assinatura de um contrato, para que, se a recolocação não for feita, o dinheiro seja devolvido ou o currículo seja exposto por mais tempo.