Qualidade de vida do consumidor aumentou com o crescimento da economia

Aumento do emprego formal e a melhor distribuição da renda garantiram maior acesso da população aos bens de consumo

SÃO PAULO – Se um álbum de retratos pudesse mostrar o desenvolvimento dos indicadores econômicos e sociais no Brasil nos últimos anos, a conclusão seria que o consumidor ficou “bem na foto”. De acordo com pesquisa do instituto Latin Panel, divulgada no café da manhã mensal da ABRE (Associação Brasileira de Embalagem), houve melhora significativa não apenas para a sociedade como um todo, mas também para a própria vida da população.

Do retrato econômico saem informações que mostram indicadores positivos. O índice de salários cresceu 2,7% na comparação entre 2006 e 2007, o comércio apresentou aumento de 10,6% comparando os primeiros semestres de 2007 e de 2008. Além disso, em 2007, a taxa de desemprego ficou em 9,2%.

Redução da desigualdade

Além disso, houve melhora nas condições de vida, impulsionada por uma série de fatores como os programas do governo, visando a diminuição da pobreza, além do aumento do emprego formal. A pesquisa mostra que 18,3% das famílias brasileiras recebem algum tipo de auxílio. Destes, 14,9% contam com o Bolsa Família e 50% das famílias beneficiadas são do Nordeste.

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O aumento da renda foi, em parte, motivado pela valorização do salário mínimo e pela realização de acordos salariais que superaram a inflação em 2007. De junho de 1994 a junho de 2008, o mínimo obteve valorização de 128%.

Melhora da qualidade de vida

Acompanhando o crescimento da renda média das famílias que, segundo a pesquisa, aumentou de R$ 1.074 para R$ 1.260 entre 2006 e 2008, veio também o maior acesso da população ao crédito.

E, embora atualmente a oferta de crédito passe por um período de desaceleração, até 2008 estes fatores foram essenciais para garantir o acesso da população aos bens de consumo e às melhorias na infraestrutura dos domicílios.

Entre 2006 e 2007, o brasileiro passou a gastar mais com habitação (9%), saúde (8%), vestuário (11%), alimentação fora do lar (8%) e lazer (7%). Diante da elevação na qualidade de vida, aumentaram, também, as boas expectativas para o País no próximo ano: 50% da população acredita que o País vai melhorar em 2009 e 80% projeta melhoras em sua vida pessoal.