Para suprir necessidades do trabalhador, mínimo deveria ser de R$ 2.014,73

Estimativa é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos; valor é 4,85 vezes maior do que atual

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SÃO PAULO – De acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgada nesta quinta-feira (6) pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o salário mínimo necessário para suprir as necessidades do trabalhador, em outubro, deveria ser de R$ 2.014,73. O valor é 4,85 vezes superior ao piso em vigor, de R$ 415.

Na comparação com setembro, houve um avanço significativo, por conta da alta registrada no preço da cesta básica, em grande parte do País. No nono mês deste ano, seriam necessários R$ 1.971,55 ou 4,75 vezes o salário vigente, para arcar com despesas familiares relacionadas à alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

Em relação a outubro de 2007, o brasileiro também precisa de mais dinheiro hoje, afinal, há um ano, o mínimo necessário estimado era de R$ 1.797,56, o correspondente a 4,73 vezes ao menor salário da época (R$ 380).

Cesta

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Ainda conforme o Dieese, no décimo mês de 2008, a compra da cesta básica comprometeu 54,14% do rendimento líquido do trabalhador. Em Porto Alegre, onde foi verificada a cesta mais cara (R$ 239,82), entre as 17 capitais pesquisadas, o percentual requisitado foi de 57,78%.

Por conseqüência, a capital gaúcha também foi a localidade onde as pessoas tiveram de trabalhar mais para conseguir comprar a cesta básica em outubro: 127 horas e 8 minutos.

A média nacional foi de 109 horas e 34 minutos.