Economia

Otimismo do brasileiro cai em relação à situação econômica do País

Em junho de 2012, 65% das famílias acreditavam que o País passará por melhoras no curto prazo; em maio, eram 66,8%

SÃO PAULO – O otimismo das famílias brasileiras com relação à situação socioeconômica do País no curto prazo recuou em junho de 2012, em relação a maio deste ano.

Segundo revela o IEF (Índice de Expectativas das Famílias), divulgado nesta terça-feira (17) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), no sexto mês do ano, 65% da população acreditava que o Brasil passaria por melhores momentos nos próximos 12 meses. Em maio, a taxa foi de 66,8%.

Na avaliação regional, o Centro-Oeste e o Norte foram as regiões que apresentaram as expectativas mais otimistas quanto à situação econômica no País nos próximos 12 meses, com taxas de 88,8% e 67,3%, respectivamente. Sudeste e Nordeste ficaram com 65,9% e 64,7, nessa ordem. Já no Sul, o percentual de otimismo foi de 49,5%.

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Renda e escolaridade
Ao analisar a renda, o estudo mostra que, entre os que ganham entre 5 e 10 salários, 73,25% esperam por melhores momentos. Em seguida, aparecem os que recebem de 4 a 5 salários, com 70,91% de respostas positivas. Entre aqueles com ganhos de 2 a 4 salários mínimos, 67,76% acreditam em melhora, percentual que cai para 64,22% e 63,08%, respectivamente, entre os que ganham de 1 a 2 salários e mais de 10 salários.

O percentual é ligeiramente inferior entre os que ganham até um salário mínimo: 52,25% acreditam que a situação será melhor.

Em termos de escolaridade, entre aqueles que esperam por melhores momentos da economia brasileira no próximo ano estão, em primeiro lugar, os que têm superior incompleto (78,13%), seguidos por aqueles com superior completo (78,13%) e pós-graduação (67,76%). O menor percentual de otimismo foi verificado entre aqueles sem escolaridade (58,78%).

Otimismo para os próximos cinco anos
O Ipea também mensurou o otimismo das famílias para os próximos cinco anos e constatou que 63% acreditam que a economia do País passará por melhores momentos no período. O maior grau de otimismo encontra-se nas famílias que vivem no Centro-Oeste, onde 86,7% das famílias esperam melhora.

Já as famílias que vivem na região Sul foram as que apresentaram o menor nível de otimismo, com 51,5% delas acreditando em melhora nos próximos cinco anos. No Nordeste, 70,7% esperam melhora; no Sudeste, o percentual alcança 59,8% e, no Norte, 52%.

Piores momentos
No geral, 25,3% das famílias acreditam que o País passará por piores momentos na economia nos próximos 12 meses. Das regiões, o pessimismo é maior no Sul, atingindo 32,3%.

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Considerando as expectativas para os próximos cinco anos, 19,9% dos brasileiros estão descrentes. O maior grau de pessimismo está novamente na região Sul, onde 31,2% das famílias acreditam em piores momentos para o País.