Orçamento: salários de brasileiros e italianos não chegam até o fim do mês

É o que apontam pesquisas realizadas pela Fecomércio-RJ e pelo Instituto Nacional de Estatística, da Itália

SÃO PAULO – Os salários dos brasileiros e dos italianos não chegam até o fim do mês, indicam pesquisas realizadas pela Fecomercio-RJ (Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro) e Istat (Instituto Nacional de Estatística).

Segundo levantamento feito em dezembro de 2007 pela Ipsos Public Affairs a pedido da Fecomercio-RJ, 55% dos entrevistados disseram que não iria sobrar dinheiro do orçamento familiar, após o pagamento de todas as despesas, e 28% afirmaram que iria faltar.

Já na Itália, no final de 2006, 14,6% das famílias apontaram que passavam dificuldades para cobrir os gastos básicos do mês e 28% afirmaram que não conseguiam cobrir gastos imprevistos acima de 600 euros.

Contas atrasadas

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De acordo com o Istat, nos doze meses anteriores à pesquisa, 9,3% das famílias italianas pagaram as contas mensais com atraso. Além disso, em 2006, 4,2% das famílias disseram ter passado por pelo menos uma situação em que não tiveram recursos suficientes para comprar alimentos.

No Brasil, 11% das pessoas que responderam à pesquisa da Fecomercio-SP disseram ter alguma prestação atrasada, principalmente carnês (71%), cartões de crédito (16%) e empréstimos com financeiras (5%).

E entre as que declararam que sobraria dinheiro após o pagamento das contas, 25% disseram que o montante seria gasto com alimentação e 23% afirmaram que o dinheiro adicional seria poupado para o caso de necessidades futuras.

Para ter dinheiro até o fim do mês

O primeiro passo para sair do vermelho é organizar suas finanças. Registre, com o máximo de detalhamento possível, todas as fontes de renda e todas as despesas do mês. Não se esqueça dos pequenos gastos que, juntos, podem acabar com seu orçamento.

Classifique as dívidas em fixas (condomínio, mensalidade escolar, plano de saúde etc), semifixas (supermercado, contas de luz, água e telefone, entre outras) e variáveis (roupas, calçados, restaurante, viagens, cinema, tarifa bancária etc).

Os principais benefícios de um planejamento é que ele ajuda a evitar novas dívidas e a estruturar o orçamento para compras futuras. Sempre deve haver pelo menos 10% da receita líquida sobrando para imprevistos e emergências.

Poupe mais e gaste menos!

Para não se endividar, é preciso mudar alguns hábitos o mais depressa possível:

  • Não considere o limite do cheque especial como parte de sua renda, pois os juros cobrados são exorbitantes;
  • Não ande com seus cartões de crédito na carteira, para evitar compras por impulso. O crédito rotativo do cartão deve ser evitado, por conta de seus juros altíssimos;
  • Evite comer fora de casa ou gastar muito com roupas e produtos supérfluos;
  • Vá ao supermercado sem fome e leve uma lista. Observe atentamente as ofertas e não se deixe seduzir por elas;
  • No caso de existirem muitas dívidas, é preciso cortar gastos de qualquer maneira.