Orçamento apertado? Profissionais já contam com serviço de back office

Opção é indicada para quem precisa de um espaço similar ao de um escritório, mas não conta com dinheiro suficiente para isso

SÃO PAULO – Autônomos, recém-formados ou aposentados que precisam de um espaço similar ao de um escritório, mas não possuem dinheiro suficiente para isso, contam com um novo serviço, oferecido por empresas brasileiras: o back office. O interessado paga um valor mensal e pode desfrutar de um endereço comercial e atendimento telefônico personalizado.

Ainda é possível ter uma sala para participar de reuniões. Para isso, no entanto, é preciso pagar um valor adicional, o que compensa, se o profissional pensar que poderia manter um escritório mensal e não utilizá-lo a todo o momento.

“Quem trabalha em home office, por exemplo, e não tem um espaço legal em casa, se associa a uma empresa que oferece o serviço. Assim, não gasta com secretária e despesas de um escritório”, disse o sócio-diretor da Private Office, empresa que oferece o serviço, Daniel Corralef Henriques.

Novo conceito

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O back office consiste em proporcionar aos usuários serviços personalizados, como suporte administrativo, redirecionamento de chamadas e outros. As estruturas oferecem pontos de internet, copiadoras, fax e impressoras data show. “No Brasil, o serviço ainda está começando, mas é bastante usado no mundo inteiro”, disse Henriques.

Outro tipo de tendência notada por ele é de uso desse serviço por empresas que pretendem abrir filiais em outros estados ou países. “Elas contratam e quando o cliente liga, direcionamos para a matriz”. Com isso, a empresa não precisa manter um local fixo e gastar com aluguel, internet, água, luz, telefone e demais contas que um escritório teria.

“No mercado, percebe-se que, cada vez mais, abre-se um tipo de serviço relacionado ao back office, que não tem aquela estrutura engessada dos escritórios que se aluga”, declarou Henriques.

Valores

A Private Office fez cálculos para saber quanto um profissional gastaria para manter um escritório de 40 metros quadrados na região do Pacaembu, Higienópolis e Paulista, com portaria e estacionamento. O resultado foi R$ 1.760 somente com a sala comercial, sendo R$ 30 pelo aluguel, R$ 4 em IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) e mais R$ 10, para o pagamento do condomínio, por metro quadrado.

Além disso, haveria o desembolso de R$ 600 para a faxineira (três vezes por semana e diária a R$ 50) e R$ 900 de salário de secretária bilíngüe.

O total foi R$ 3.260, sem levar em consideração que os funcionários saem para o almoço, tiram férias e recebem 13º salário. A mensalidade na Private Office, por exemplo, é de R$ 374 ao mês, no contrato de um ano, mais a adesão de R$ 198.