Mulheres recebem 28% a menos que os homens nos últimos três anos

Segundo estudo, em compensação, jornada de trabalho é inferior a dos homens: elas trabalham 4,2 horas a menos

SÃO PAULO – O salário das mulheres permanece 28% inferior ao dos homens nos últimos três anos, revela o estudo Mulher no Mercado de Trabalho, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), divulgado nesta quinta-feira (8).

Em 2011, as mulheres recebiam, em média, 72,3% do salário masculino, proporção que se mantém inalterada desde 2009.

Em compensação, o estudo revelou que a jornada de trabalho da mulheres é inferior a dos homens. No ano passado, elas trabalharam, em média, 39,2 horas semanais, contra 43,4 horas cumpridas por eles, uma diferença de 4,2 horas. Segundo a pesquisa, 4,8% das mulheres empregadas em 2011 gostariam de aumentar sua jornada.

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Carreiras
No ano passado as mulheres foram maioria na administração pública, com 22,6% de participação, contra 10,5% da presença masculina neste setor. As atividades que mais empregaram mulheres, em relação a 2003, foram o comércio, de 38% para 42,6%, e os serviços prestados às empresas, cuja mão de obra feminina passau de 37,3% para 42%.

Em 2003, a quantidade de homens com carteira assinada no setor privado era de 62,3%, ao passo que a das mulheres era de 37,7%, uma diferença de 24,6 p.p (pontos percentuais). No ano passado essa proporção caiu para 19,1 p.p., com 59,6% dos homens contra 40,4% das mulheres.

Desemprego é maior entre as mulheres
O desemprego também maior entre as mulheres. No ano passado 57,9% das mulheres estavam desempregadas, enquanto que na população masculina o número de 42,1%.

Em 2011, as mulheres chegaram a 11 milhões na força de trabalho, sendo 10,2 milhões ocupadas e 825 mil desocupadas.