Mínimo regional de SP também irá para R$ 412; novo reajuste virá até março

No terceiro mês do ano, a Secretaria das Relações do Trabalho e Emprego encaminhará projeto de lei sobre o tema

SÃO PAULO – Trabalhadores do Estado de São Paulo que recebem o salário mínimo regional de R$ 410 receberão R$ 412,40  a partir de 1º de março. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (28) pela Secretaria das Relações do Trabalho e Emprego, que justificou o aumento com base no novo piso federal.

A partir de sábado, o mínimo federal terá incremento de 8,53%. Segundo a assessoria de imprensa da pasta, a criação do salário mínimo regional tem como objetivo garantir maior poder de compra aos trabalhadores do estado, portanto, o reajuste será automático, para que não fique inferior ao nacional.

Novo reajuste

De qualquer maneira, até março, o secretário das Relações de Trabalho e Emprego, Guilherme Afif Domingos, encaminhará à Câmara dos Deputados um projeto de lei com a proposta de reajuste do piso salarial paulista. Até lá, já estará nas mãos do executivo pesquisa encomendada à Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) para que o percentual possa ser estabelecido.

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O estado possui um patamar próprio desde agosto passado. Naquele mês, foram criadas três faixas salariais: a de R$ 410, para domésticas, serventes, trabalhadores agropecuários, motoboys e ascensoristas. Manicures, vendedores e garçons devem receber ao menos R$ 450, enquanto representantes comerciais, supervisores de compras e técnicos em eletrônica têm direito a R$ 490.

Sem mudança

No Rio de Janeiro não estão previstas mudanças: o novo mínimo da unidade federativa está em vigor desde 1º de janeiro – 10,7% maior do que no ano passado, segundo informou a Secretaria de Trabalho e Renda.

Ao todo, a região possui nove faixas, que englobam os trabalhadores de serviços de contabilidade e nível técnico, professores de ensino fundamental (com regime de 40 horas semanais), técnicos de eletrônica e telecomunicações que possuam registro, e advogados e contadores, totalizando cerca de 2 milhões de trabalhadores fluminenses beneficiados pelo piso.

Os patamares variam de R$ 447,25 (trabalhadores agrícolas) a R$ 1,2 mil (advogados e contadores).