13º salário

Metade das pessoas destinará segunda parcela para compras

Segundo Fecomercio, apenas 31% quitará débitos. Em 2005, as pessoas que gastaram com compras representavam 31%

Cálculo de dinheiro, salário
(Breakingpic)

SÃO PAULO – O 13º salário deste ano aquecerá mais o comércio do que o do ano passado. Isso porque metade dos paulistas gastará a segunda parcela do benefício para realização de compras, enquanto somente 27% dos trabalhadores quitarão débitos. No ano passado, as pessoas que gastaram com compras eram 31%, ante 36% que pagaram dívidas.

Os dados fazem parte da 2ª Sondagem da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio), divulgada nesta quarta-feira (20) e realizada com 120 empresários paulistas entre os dias 15, 16 e 18 de dezembro.

Rumo às compras

A vontade de presentear diminuiu este ano para 72%, ante 74% no ano passado. No entanto, a maioria (41%) dos paulistanos pretende gastar mais. Já os que disseram que desembolsarão a mesma quantia do ano passado foram 32% e os que revelaram que gastarão menos foram 26%, enquanto o valor médio dos presentes subiu de R$ 37 para R$ 40,60.

Com relação a forma de pagamento, 41% das operações realizadas foram ou serão à vista, seguida pelo cartão de crédito (28%) e o parcelamento no cartão (19%). No ano passado, os brasileiros preferiram pagar com cartões de crédito (33%), parcelamento (22%) e à vista (17%).

Intenções de compra

Os presentes de Natal em 2006 parecem ser, em sua maioria, artigos de vestuário e calçados, os quais lideram a lista de opção de compra com 43% e de preferência sobre o que os consumidores querem ganhar com 34%.

Na sondagem realizada no ano passado, a preferência era por brinquedos como opção de presentear, com 29%, enquanto que neste ano ficaram com o segundo lugar e apenas 18% da preferência.

Vendas

A comemoração do Natal fez com que as vendas no comércio subissem 2% acima do verificado no mesmo período do ano passado. Apesar do resultado positivo, a Fecomercio considera modesto o desempenho das vendas.

De acordo com o presidente da entidade, Abram Szajman, o Natal é o grande termômetro do varejo, que vê um cenário de renda com crescimento inadequado e juros para o consumidor em patamares acima dos considerados razoáveis. “Dessa forma, o consumo continuou a ser sustentado pela oferta de crédito. Isso limita a expansão das vendas, uma vez que a grande maioria dos consumidores precisa endividar-se para ir às compras”.

O estudo aponta que as lojas de bens duráveis (eletroeletrônicos, carros e outros) apresentam queda de 0,6%. Já os segmentos semiduráveis (vestuários, calçados) apuram alta de 2,1%.

Empresários

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A maioria (66%) dos comerciantes manteve os estoques nos mesmos patamares ou inferior ao ano passado; apenas 33% apostaram em vendas maiores, o que mostra que os empresários estão céticos este ano.

O fato ainda é comprovado com a baixa contratação de funcionários temporários, com abertura de vagas em apenas 28% das empresas, com maioria (80%) contratando até dois funcionários. Além disso, apenas 7% realizaram publicidade para atrair o público, com ação maior nas ofertas especiais (51% deles).