Marcopolo é destaque da Região Sul, por Boa Cidadania Corporativa

O ano foi bom para quem apostou nas ações da empresa. Os papéis preferenciais apresentaram valorização de 45,78%

Palavras-chave para o currículo

SÃO PAULO – O tratamento dado aos seus mais de 5.000 funcionários levou a fabricante de carrocerias de ônibus Marcopolo à condição de Destaque regional Sul do Guia Exame da Boa Cidadania Corporativa 2004.

Entre os aspectos que credenciaram a empresa estão a existência de regras claras para o crescimento na carreira dentro da empresa, de canais abertos para manifestações anônimas por parte dos funcionários e de um plano de benefícios que inclui bolsa-auxílio à educação, empréstimos pessoais e até financiamento da casa própria.

Escola de formação profissional já formou 270 jovens

Outra iniciativa da Marcopolo bastante elogiada é a criação, em 1990, da Escola de Formação Profissional Marcopolo, na região de Caxias do Sul, na serra gaúcha.

Mantida pela empresa, a escola ofereceu este ano 38 vagas para adolescentes de 15 a 17 anos da comunidade, disputadas por cerca de 800 candidatos, além de 14 vagas que foram destinadas a jovens em situação de vulnerabilidade social.

A escola oferece, através de um convênio com o Senai, o curso de operador eletromecânico, além de a garantia de emprego na própria Marcopolo. Desde 1990, 270 jovens já se formaram, e cerca de 90% deles integram o quadro de funcionários da empresa.

Ações da empresa tiveram boa rentabilidade em 2004

O ano foi bom para aqueles que apostaram nas ações da Marcopolo. As ações preferenciais da empresa (POMO4) apresentaram, no ano, valorização de 45,78%.
A divulgação, no final de julho, dos resultados de suas operações referentes ao segundo trimestre animou os investidores, tanto que a valorização acumulada apenas no período de agosto até hoje é de quase 30%.

De acordo com os dados divulgados na época, o lucro líquido da empresa no segundo trimestre de 2004 foi de R$ 22 milhões, enquanto os analistas da Fator Corretora projetavam um valor de R$ 18,8 milhões.

Na época, os analistas da Fator Corretora incentivavam a compra dos papéis da empresa, trabalhando com um preço-alvo de R$7,41 por ação. No pregão de hoje, as ações preferenciais da empresa estão sendo negociadas a R$ 6,65, com ligeira baixa de 0,44%.