Direitos Trabalhistas

Marcha em Brasília espera sensibilizar governo para o fim do fator previdenciário

Trabalhadores também desejam redução da jornada de trabalho para 40 horas e a política de valorização dos aposentados

(Wikimedia Commons)
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SÃO PAULO – Cerca de 40 mil trabalhadores de todo o país devem participar hoje (6) da 7ª Marcha a Brasília, organizada pela Força Sindical, pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), pela Nova Central e pela União Geral dos Trabalhadores (UGT). 

Em entrevista à Agência Brasil, o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, explicou que o objetivo é sensibilizar o governo federal e os parlamentares a negociarem a pauta trabalhista, que inclui temas como o fim do fator previdenciário, a redução da jornada de trabalho para 40 horas e a política de valorização dos aposentados. 

“A expectativa é positiva porque há uma unidade entre as centrais sindicais. Esperamos mais de 40 mil trabalhadores. Cada central se organizou para trazer trabalhadores de todo o país. Estamos todos juntos”, disse. 

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Juruna lembrou que a última caminhada ocorreu em 2009 em Brasília. “Voltamos a fazer a marcha depois de três anos porque preferimos voltar à pauta unificada para presssionar o governo federal e o Congresso Nacional”, completou. 

Após a marcha, representantes das centrais sindicais serão recebidos pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, e pelo presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves. No fim do dia, está agendado um encontro com a presidenta Dilma Rousseff. 

Confira abaixo os itens da pauta trabalhista: 

– 40 horas semanais sem redução de salário;

– Fim do fator previdenciário;

– Igualdade de oportunidade entre homens e mulheres;

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– Política de valorização dos aposentados;

– 10% do Produto Interno bruto (PIB) para a educação;

– 10% do orçamento da União para a saúde;

– Correção da tabela do Imposto de Renda;

– Ratificação da Convenção OIT/158;

– Regulamentação da Convenção da OIT/151;

– Ampliação do investimento público.