Mais de 18 milhões de brasileiros ascenderam socialmente em três anos

Segundo Ipea, 11,7 milhões saíram da classe baixa, 7 milhões entraram na classe média e 11,5 milhões foram para a alta

SÃO PAULO – Entre 2005 e 2008, cerca de 18,5 milhões de pessoas ascenderam socialmente no Brasil, segundo revela pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), divulgada nesta quinta-feira (5).

De acordo com o estudo, nos últimos três anos, 11,7 milhões de brasileiros abandonaram a condição de menor renda, enquanto 7 milhões de indivíduos ingressaram na classe média e 11,5 milhões foram para o estrato de renda superior.

Rendimentos

Ainda conforme o Ipea, a alta nos rendimentos da população é uma das formas de se dimensionar o movimento de ascensão social ocorrido no Brasil.

PUBLICIDADE

Entre 2001 e 2008, por exemplo, a renda per capita nacional cresceu 19,8% em termos reais, sendo que 19,5 milhões de pessoas tiveram elevação real em seus rendimentos individuais no período, o que representa 11,7% do total da população.

Além disso, dentre os que apresentaram desempenho superior à renda média do conjunto dos brasileiros, 69,2% ou 13,5 milhões ingressaram no estrato de renda intermediário e 39,8% (6 milhões) foram para o estrato de renda superior.

Regiões do País

Por região, na ascensão para a classe média, destacaram-se o Sudeste, que respondeu por 36,3% da mudança para esta faixa de renda, e o Nordeste, com 34,1% das ascensões. Em seguida, vieram as regiões Sul (11,1%), Norte (10,4%) e Centro-Oeste (8,1%).

No que diz respeito ao movimento de inclusão na faixa de renda superior, a região Sudeste respondeu por 51,2% das ascensões. Na sequência, vieram as regiões Sul (18,1%), Nordeste (16,4%), Centro-Oeste (7,6%) e Norte (6,7%).

Renda superior

Ainda conforme o Ipea, a maior parte da mobilidade social ocorreu no meio urbano, especialmente na passagem para o terceiro estrato de renda, que, por sua vez, teve maior destaque entre os homens e entre aqueles que se encontram na faixa etária dos 25 aos 34 anos.

Ainda neste sentido, a mudança para o terceiro estrato de renda registrou maior ocorrência entre as pessoas com carteira assinada (45%) e com nível de escolaridade de 11 anos e de quatro a sete anos, que, juntos, respondem por 52,1% dos que foram para esta classe social.