Líder do PSDB na Câmara diz que é possível correção maior da tabela do IR

No entanto, líder do governo disse que não há mais espaço nas contas do governo para atender à proposta dos oposicionistas

SÃO PAULO – A Medida Provisória 528/11 que reajusta em 4,5% a tabela do IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física) está para ser votada pelo Congresso, mas antes disso já causa discussões. Para o líder do PSDB na Câmara, deputado Duarte Nogueira (SP), por exemplo, é possível dar uma correção maior, de 5,9%.

De acordo com Nogueira, a recente decisão do governo aumentar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre as compras no exterior e o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de algumas bebidas resultaria em uma “folga de caixa” superior a R$ 130 milhões.

Já o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (SP), afirmou que não há mais espaço nas contas do governo para atender à proposta dos oposicionistas.

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“Estamos no limite. Demos um reajusta da tabela no centro da inflação, que é correto. Querer mais do que isso pode ser entendido como demagogia ou como uma forma exagerada de defender interesses de uma camada social que possui melhores condições do que aqueles que ganham mais de um salário mínimo”, disse Vaccarezza, segundo a Agência Câmara.

O deputado ainda criticou o fato de o acordo com as centrais sindicais sobre a correção do Imposto de Renda ter sido durante a definição de cargos no Executivo. “Toda a sociedade deve se manifestar sobre o assunto e cobrar do governo explicações sobre o aumento de tributos”, afirmou Nogueira.

Tabela do IRPF
Segundo estudo do Sindfisco (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais), a defasagem acumulada na tabela do Imposto de Reda da Pessoa Física, de 1995 até 2009, é de 64%.

Caso esse reajuste de 64% fosse aplicado, quem ganha até R$ 2,4 mil estaria isento do imposto e não os que recebem R$ 1.566, como determinado na tabela em vigor.