Imóveis: se hábitos fossem mudados, condomínios poderiam ser mais baratos

Os prédios de São Paulo costumam ter, em média, sete funcionários, contra dois nos da Europa

SÃO PAULO – Os condomínios cobrados pelos edifícios residenciais poderiam ser mais baratos, caso os brasileiros mudassem alguns hábitos, revela o presidente da Aabic (Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo), José Roberto Graiche.

De acordo com ele, enquanto os prédios de São Paulo costumam ter uma média de sete funcionários, os da Europa contam com cerca de dois empregados. “Se as pessoas tirassem o próprio lixo e lavassem o hall de entrada, por exemplo, já seria possível economizar com funcionários”, explica.

Principal despesa dos condomínios

Segundo levantamento da Aabic, as despesas com pessoal respondem por 33,44% do total em um condomínio. Em seguida, vêm os encargos trabalhistas, com 15,74%, e os benefícios, com 1,97%, o que mostra que os gastos com funcionários são a maioria em um prédio.

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As despesas com água representam 12,40% dos gastos dos edifícios; as com luz, 6,38%; as com manutenção, 7,34%; as com material de construção, 1,28%; as com administração, 9,38%; as gerais, 3,84%; e as eventuais, 8,22%.

Ainda de acordo com Graiche, se não houver mudança nos hábitos dos moradores, não será possível diminuições significativas dos valores dos condomínios, uma vez que a maioria já adotou as medidas cabíveis, como uso de lâmpadas fluorescentes, sensores, corte de horas extras etc.

Aumentos sazonais

“Nos meses de novembro e dezembro, os condomínios podem aumentar 25%, por causa do pagamento do décimo terceiro salário dos funcionários. Além disso, podem haver reajustes, se as despesas crescerem”, orienta o presidente da Aabic.

No entanto, para evitar as altas bruscas, boa parte dos edifícios tem procurado dividir os gastos com décimo terceiro salário e férias dos empregados ao longo do ano.