IBGE: rendimento médio do trabalhador tem queda de 1,0% em maio

No confronto com o quinto mês de 2007, o valor teve variação positiva de 1,5%, atingindo R$ 1.208,20

SÃO PAULO – O rendimento médio real da população ocupada (R$ 1.208,20) apresentou queda de 1,0% no quinto mês do ano, na comparação com abril. Já no confronto com maio do ano passado, o valor aumentou 1,5%.

Os dados, divulgados nesta quinta-feira (26), fazem parte da PME (Pesquisa Mensal de Emprego), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nas seis principais regiões metropolitanas do País.

Renda por região

Frente a abril, Recife (-5,7%), Rio de Janeiro (-1,7%), São Paulo (-1,1%) e Porto Alegre (-2,6%) registraram queda no rendimento médio real da população ocupada. Já Salvador (3,9%) e Belo Horizonte (1,2%) obtiveram alta na mesma base comparativa.

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Na comparação anual, o salário médio da população ocupada cresceu em quatro das regiões pesquisadas, Porto Alegre (2,2%), Salvador (0,7%), Belo Horizonte (3,9%), Rio de Janeiro (3,5%). Recife apresentou queda de -1,1% e São Paulo permaneceu estável.

Autônomos, formais e informais

Em maio, o rendimento médio das pessoas que trabalhavam por conta própria apresentou queda de 1,3%, atingindo R$ 1.033,50. Frente ao quinto mês de 2007, houve alta de 6,2%.

Já os salários dos empregados do setor privado sem registro caíram 0,8% no confronto mensal, ficando em R$ 772,90, e queda de 2,6% na comparação com maio do ano passado.

Para quem trabalha no setor privado com carteira assinada, os rendimentos obtiveram acréscimo de 0,5% no quinto mês de 2008, atingindo R$ 1.156,60. Frente a maio de 2007, houve queda de -1,3%.

Renda por atividade econômica

No mês passado, frente a abril, três atividades econômicas tiveram alta na renda: indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (4,5%); construção (3,6%) e serviços domésticos (1,1%);

Já comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (-1,4%); serviços prestados a empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (-3,3%); educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (-3,2%); e outros serviços – alojamento, transporte, limpeza urbana e serviços pessoais (-2,2%) apresentaram quedas.

Considerando o confronto anual, somente os setores de educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (-1,0%) e comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (-1,9%) tiveram redução no rendimento médio real habitualmente recebido.