IBGE: rendimento médio do trabalhador sobe 3,4% em julho, na comparação anual

Valor atingiu R$ 1.323,80. Na comparação com o mês anterior o avanço foi de 0,5%, de acordo com IBGE

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SÃO PAULO – No confronto com o mesmo mês de 2008, quando registrava R$ 1.280,01, o rendimento médio real da população ocupada apresentou aumento de 3,4% em julho, chegando a R$ 1.323,30. Já na comparação com junho, o avanço foi de 0,5%.

Os dados, divulgados nesta quinta-feira (20), fazem parte da PME (Pesquisa Mensal de Emprego), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nas seis principais regiões metropolitanas do País.

Renda por região

Frente a julho do ano passado, todas as regiões metropolitanas apresentaram alta no rendimento médio real da população ocupada.

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No período Porto Alegre apresentou a maior variação, com alta de 7,8% no rendimento. Em seguida aparecem Salvador (7%), Belo Horizonte (5,7%), Recife (3,6%), Rio de Janeiro (2,6%). São Paulo (2%).

Na comparação com o mês imediatamente anterior, Recife (5,1%), Salvador (3,3%), Rio de Janeiro (4,2%) e Porto Alegre (1,7%) apresentaram alta no rendimento, ao passo que que duas regiões registraram queda: Belo Horizonte (-1,6%) e São Paulo (-1,9%).

Autônomos, formais e informais

Na comparação anual, o rendimento médio das pessoas que trabalhavam por conta própria apresentou alta de 3,4%. Na comparação mensal, houve queda de 0,7%, atingindo R$ 1.124,40.

Os salários dos empregados do setor privado sem registro apresentaram evolução de 2% frente a 2008 e queda de 2,1% sobre junho, ficando em R$ 869,60.

Para quem trabalha no setor privado com carteira assinada, os rendimentos acumularam aumento de 4,3% em um ano. Entre junho e julho de 2009, também houve aumento, de 2,3%, com o rendimento registrando R$ 1.266,90.

Renda por atividade econômica

No mês passado, frente a junho, das sete atividades econômicas analisadas, os profissionais que trabalham no setor de Construção Civil e Serviços prestados para a empresa, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira foram os únicos que viram sua renda cair, em média, 5,3% e 0,7%, respectivamente.

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Profissionais de educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social tiveram o maior incremento do período, de 3,7%.

Os demais apresentaram alta: indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (1,1%); Comércio, reparação de veículos automotores (0,5%); Serviços Domésticos (0,7%) e outros serviços (0,6%).

No confronto anual, apenas o setor de serviços prestados a empresa, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira registrou queda no rendimento médio real, de 2,5%. Todas as outras atividades registraram incremento no período, sendo que indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água apresentou a maior variação, de 7,5%.

O setor foi seguido pelos segmentos de educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social, que também registrou alta, de 5,9%, seguida de Serviços domésticos (5,5%).